23 de abril de 2011

Povos da floresta pedem Código Florestal que não desmate


noticias :: Por Editor em 23/04/2011 :: imprimir   pdf   enviar   celular

São dois cenários e uma só história: de um lado, Brasília. Do outro, a Amazônia. Enquanto deputados e representantes do agronegócio tentam derrubar o Código Florestal na Câmara dos Deputados, centenas de ribeirinhos, extrativistas e organizações que representam os povos da floresta estão na cidade de Parintins, no Amazonas, dando o que apelidaram de Grito da Floresta. Após estender uma faixa no Bumbódromo, onde acontece a tradicional Festa do Boi-Bumbá, dizendo Congresso, desliga a motosserra, eles circularam um manifesto pedindo o fim do desmatamento.



O protesto em Parintins faz parte do evento Grande Encontro da Floresta, dos Povos e da Produção Sustentável. Organizado por entidades do movimento social e ambiental que atuam na Amazônia, inclusive o Greenpeace, o encontro tem como meta fortalecer a conservação e a economia da floresta e marcar um pacto pela produção sustentável na Amazônia. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve presente.

O grito somou-se à manifestação de cerca de três mil agricultores de base familiar e pequenos produtores rurais em Brasília na semana passada, que foram ao Congresso para pedir a rejeição ao projeto de lei do deputado Aldo Rebelo que muda o Código Florestal. Os manifestantes também defenderam o desmatamento zero e exigiram tratamento diferenciado para a agricultura familiar, dois itens que estão fora das propostas de mudança no Código Florestal encabeçadas pela bancada ruralista.

"Essa sequência de manifestações feita por pequenos produtores, familiares, ribeirinhos e extrativistas, mostra que quem vive da floresta não quer desmatamento", diz Rafael Cruz, da campanha Amazônia doGreenpeace. "Sem florestas não há produção. A agricultura familiar – que leva mais de 70% dos alimentos para a mesa dos brasileiros – fica comprometida, já que é a floresta que garante o clima e as chuvas essenciais à produção".

Contrárias às alterações no Código Florestal que abrem brecha para mais desmatamento, as organizações presentes no encontro de Parintins aguardam uma intervenção do governo. "Os deputados que representam o agronegócio já mostraram que preferem o caminho do tratoraço, e estão ignorando as demandas tanto da ciência quanto dos povos da floresta na discussão da lei", aponta Paulo Adário, diretor dacampanha Amazônia do Greenpeace. "Esperamos que o governo cumpra seu papel democrático e faça valer o direito dessas comunidades. Qualquer medida que permita mais devastação é desastrosa para quem depende da floresta para se sustentar".

PARA SABER MAIS

Para ler o Manifesto clique aqui.

FONTE

Greenpeace Brasil
Caroline Donatti - Jornalista

Um comentário:

Mari Lee disse...

Dia 28/04 haverá manifestações em defesa do Código Florestal em várias cidades, dentre elas São Paulo (concentração na Catedral da Sé, às 11hs), Rio de Janeiro (Assembléia Legislativa, 10hs), Natal (Av. Rio Branco, esq R. João Pessoa, 15hs) e Curitiba (Pça. Santos Andrade, 16hs).
Mais informações: http://bit.ly/fNzAOy
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