12 de dezembro de 2013

Agrotóxicos - Reportagem da TV Unisinos

Reportagem de Izadora Meyer explica o que são os agrotóxicos e em quais situações eles são utilizados. A conversa sobre o tema segue no estúdio. Os entrevistados são Daiane Calheiro, professora do curso de Engenharia Ambiental da Unisinos, Raquel Fortes, professora do curso de Biologia da Unisinos, e Eduardo Schroder, membro da Associação Agroecológica Companheiros da Natureza. Eles falam sobre os impactos do uso excessivo dos agrotóxicos e quais as possíveis saídas e alternativas.
Parte 1



Parte 2



FONTE

TV Unisinos

Links referenciados

TV Unisinos
fundacaourbanothiesen.unisinos.br/tv

Unisinos
www.unisinos.br
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Mais sobre o tema:
Fiocruz: agrotóxico vinculado a sementes transgênicas causa danos à saúde
Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que a maior parte dos estudos conduzidos de 2006 para cá por universidades e institutos aponta o agrotóxico 2,4-D, usado para combater ervas daninhas de folha larga, como causador de danos à saúde humana, animal ou ao meio ambiente. Segundo a pesquisadora e toxicologista Karen Friedrich, responsável pelo levantamento, os resultados contrastam com os encontrados por empresas privadas em relação à substância. Os dados foram apresentados durante audiência pública noMinistério Público Federal (MPF) para discutir a liberação no mercado de sementes transgênicas de milho e soja resistentes a esse tipo de agrotóxico.
O MPF e alguns pesquisadores temem o aumento do uso de 2,4-D por produtores rurais caso esses organismos geneticamente modificados sejam autorizados no país.

Para Karen, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria reavaliar a permissão para uso do herbicida no país. Consequentemente, não poderiam, também, ser permitidas as sementes transgênicas resistentes a ele. "Um produto transgênico resistente ao 2,4-D só vai causar o aumento do consumo de um agrotóxico que era para ser proibido. Estudos de pesquisadores isentos mostram relação com danos como má-formação fetal, mutações genéticas, câncer. A maioria foi feita em animais de laboratório, mas alguns em população humana", destacou a pesquisadora.

De acordo com Karen, uma entidade da sociedade civil ou um parlamentar pode encaminhar o pedido de reavaliação à Anvisa. A substância foi reavaliada pela última vez em 2006, e mantida. No entanto, de acordo com a pesquisadora, de lá para cá foram feitas mais pesquisas sobre o 2,4-D.

Karen Friedrich ressalta ainda que a Anvisa enfrenta dificuldades nos processos de reavaliação, que são interrompidos por muitos recursos judiciais. "Em 2008, ela [Anvisa] indicou 14 [agrotóxicos para reavaliação] e ainda não conseguiu terminar a análise de todos. Proibiu quatro, manteve dois e os outros ainda estão aguardando", informou.

No Brasil, diferentemente do modelo adotado em países em que há reavaliação periódica, quando um agrotóxico é registrado, sua autorização é permanente. Ela pode ser revista, no entanto, caso estudos evidenciem que a substância pode trazer riscos à população ou ao meio ambiente.

Outro representante da Fundação Oswaldo Cruz, Luiz Cláudio Meirelles, destacou o fato de que o 2,4-D está na classe dos herbicidas que podem liberar dioxina em seu processo de fabricação. Trata-se de uma impureza suspeita de causar danos reprodutivos e alguns tipos de câncer. Há uma preocupação pelo fato de o Brasil não ter laboratório adequado para medir a dosagem de dioxina na sustância. "Acho que é um produto que, no mínimo, tem que ser descontinuado, caminhando para o banimento."

Enquanto, na avaliação da Fundação Oswaldo Cruz, o 2,4-D não é adequado para uso, empresas privadas alegam que o herbicida não causa danos, desde que usado da maneira e na dosagem corretas. O médico toxicologista Flávio Zambrone, presidente do Instituto Brasileiro de Toxicologia e consultor da Força Tarefa, grupo formado por quatro empresas -- Dow AgrosciencesAtanorMilenia Agrociências e Nufarm --, afirma que não há dados conclusivos vinculando o 2,4-D a danos à saúde e ao meio ambiente.

"O perigo é inerente à substância. Mas, se a exposição for em dose segura, não apresenta risco", disse Zambrone. Segundo ele, o agrotóxico apresentou o mesmo pacote de dados que outros pesticidas e passou por testes em animais antes de ser aprovado no Brasil. "Quando você passa de animais para homens, as doses são em um valor 100 vezes menor."

Outro argumento favorável ao 2,4-D apresentado toxicologista é que o herbicida está registrado em 70 países e, até o momento, não foi suspenso por eles. Recentemente, houve reavaliação no Canadá e nos Estados Unidos, com manutenção da permissão para o produto. Quanto à dioxina, ele acredita que a ausência de um laboratório que meça a dosagem no Brasil não é motivo para descontinuar o uso do agrotóxico. "É uma impureza séria, mas tem dose segura. Se não temos laboratório, temos que criar ou fazer [o teste da dosagem] fora", defendeu.

Após a audiência pública do dia 12 de dezembro, equipes técnicas doMinistério Público Federal (MPF) vão redigir pareceres. A partir desse material é que o órgão vai decidir os próximos passos com relação ao 2,4-D e às sementes resistentes ao agrotóxico. Atualmente, estão em curso inquéritos civis instaurados pelo MPF, para avaliar irregularidades na liberação das sementes transgênicas pelaComissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e a segurança da permanência do 2,4-D no mercado brasileiro.

Leia também

Transgênicos resistentes a agrotóxico podem ser liberados

FONTE

Agência Brasil
Mariana Branco - Repórter
Nádia Franco - EDição

Links referenciados

Transgênicos resistentes a agrotóxico podem ser liberados
www.agrosoft.com/agropag/227453.htm

Comissão Técnica Nacional de Biossegurança
www.ctnbio.gov.br

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br

Ministério Público Federal
www.mpu.gov.br

Fundação Oswaldo Cruz
www.fiocruz.br

7 de dezembro de 2013

Escolas da Natureza

As Escolas da Natureza funcionam em várias localidades do País. São instituições de ensino que apresentam diferenciais como aulas ao ar livre e longe das salas. As instituições servem também como unidades de capacitação para outros professores aprenderem como ensinar sobre o meio ambiente. Uma das unidades está localizada no Distrito Federal (DF) e atende alunos de escolas públicas. Os visitantes fazem um passeio e aprendem sobre assuntos como compostagem, reciclagem e sementes. 


FONTE

TV Justiça

Links referenciados

TV Justiça
www.tvjustica.gov.br

Uso ilegal de agrotóxico causa impacto na Mata Atlântica


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Efeito do herbicida GAMIT 500 na vegetação do sub-bosque da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis, Santa Catarina. A planta que teve as folhas esbranquiçadas é uma muda da árvore MARIA-MOLE (Rudgea sessilis). Repare as mudas em volta também ficaram com as folhas esbranquiçadas. Foto em 16/11/2013, 45 dias após a aplicação do GAMIT 500Clique sobre a imagem para ampliar

Muitos acham que o impacto direto do uso de agrotóxicos fica restrito às áreas de agricultura onde são aplicados e nos produtos agrícolas, como os cereais e as hortaliças, que consumimos. Eu também pensava assim até conhecer os terríveis impactos de um herbicida chamado GAMIT 500, usado nas plantações de tabaco, no entorno da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC).

Após 
este herbicida ser aplicado diretamente no solo, a substância ativa clomazone, que é muito volátil, evapora rapidamente e se espalha pelo interior da mata a distâncias de centenas de metros, deixando as plantas nativas, principalmente do sub-bosque, com folhas esbranquiçadas, sintoma conhecido como clorose*, como pode ser visto nas imagens. Algumas espécies de árvores da Mata Atlântica, como CEDRO-ROSA Cedrela fissilis, AÇOITA-CAVALOLuehea divaricata e MARIA-MOLE Rudgea sessilis, são as mais sensíveis. As mudas destas espécies geralmente morrem.

Outra imagem das folhas esbranquiças da vegetação do sub-bosque da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), devido à ação do herbicida GAMIT 500 aplicado em uma plantação de tabaco do entorno. Foto em 16/11/2013. Clique sobre a imagem para ampliar
Os pomares das residências num raio de até 800 metros também são muito afetados, principalmente os pés de laranja e jabuticabeiras. Mudas novas, não se recuperam. Frutos das laranjeiras em formação são abortados instanteamente.

Existe uma formulação mais diluída do produto e uma tecnologia que torna a substância ativa clomazone menos volátil, que é o GAMIT 360 CS, que não causa tanto impacto quanto o GAMIT 500, com a formulação mais concentrada (500 gramas da substância ativa clomazonepor litro) e muito volátil (evapora rapidamente e se espalha para o ambiente). O Estado do Paraná proibiu o uso do GAMIT 500. As companhias de tabaco recomendam para seus integrados que utilizem somente o GAMIT 360 CS, mais seguro.

Geralmente os integrados obedecem à orientação das companhias de tabaco, que os estimulam a adotarem as práticas corretas remunerando melhor a produção para aqueles que seguem as orientações, que ganham até notebooks. Existe uma classificação para os fumicultores, onde o nível A é o topo, o fumicultor integrado nota 10 da companhia de tabaco. Porém nesta questão ambiental há uma distância enorme entre o discurso das companhias e o que o ocorre nas propriedades.

Apenas um fumicultor do entorno da RPPN usa todos os anos este terrível GAMIT 500 e, pasmem, ele está classificado como integrado nível A de uma companhia de tabaco. Todos os demais fumicultores usam o herbicida com a formulação diluída, mais seguro, o GAMIT 360 CS. Eu constatei pessoalmente que esta formulação diluída não deixa as folhas esbranquiçadas das plantas no interior da mata.

Algumas plantas como esta muda de MARIA-MOLE Rudgea sessilis do sub-bosque da RPPN das Araucárias Gigantes são mais sensíveis à ação do GAMIT 500, herbicida aplicado ilegalmente em uma plantação de tabaco do entorno. Foto em 16/11/2013.  Clique sobre a imagem para ampliar

Eu nunca tinha visto um efeito do GAMIT 500 tão devastador como neste ano de 2013. Fiquei chocado ao ver a vegetação tão esbranquiçada. Árvores frondosas com a totalidade das folhas esbranquiçadas, isto é, sem clorofila para realizarem a fotossíntese (as folhas nesta situação caem logo em seguida). Não sobrou uma laranja sequer nos pomares dos moradores do entorno. As fotos desta postagem foram tiradas 45 dias depois, quando não havia mais vestígios da vegetação morta. É provável que neste ano ele aplicou o GAMIT 500 em um dia ensolarado, muito seco e com muito vento que aumentou a evaporação e a deriva.
Efeito do GAMIT 500 em um pé de laranja jovem do pomar de uma residência próxima da plantação de tabaco onde o herbicida foi aplicado. Nesta propriedade todos pés de laranja tiveram a totalidade de seus frutos em formação abortados. Não haverá laranja no ano que vem. Foto em 16/11/2013.  Clique sobre a imagem para ampliar
Eu tentei entender porque este fumicultor, integrado classe A, que tem a disposição alternativas mais segura para todos e tantos alertas, persiste em usar a formulação concentrada do herbicida, o GAMIT 500, que o próprio fabricante adverte que é muito perigoso para a saúde, que exige uma série de cuidados na aplicação, como por exemplo não pode ser usado a menos de 800 das matas nativas e pomares e que após a aplicação ninguém pode entrar na lavoura durante 24 horas. Ocorre que tem uma residência com três crianças a 5 metros da lavoura, do outro lado da estrada, onde ele aplicou o veneno. Ou seja, estas crianças vivem praticamente dentro da plantação de tabaco do integrado nível A.

O preço, obviamente, é uma das razões. Por incorporar a tecnologia que reduz consideravelmente a volatilidade, o GAMIT 360 CS é 50% mais caro do que o GAMIT 500. O GAMIT 360 CS custa R$ 50,00 o litro, enquanto o GAMIT 500 custa R$ 33,00 o litro. A quantidade utilizada, recomendada pelo fabricante 
para o GAMIT 360 CS, pode chegar até a 3 litros por hectare. As lavouras de fumo ocupam área pequenas, em média 3,7 hectares. Então, este fumicultor deve ter economizado R$ 150,00 por ter optado pelo herbicida mais nocivo à saúde.

Outra explicação que me deram é que a formulação concentrada do herbicida, o GAMIT 500, é mais eficaz em exterminar de qualquer ser vivo do reino vegetal, plantas e sementes. Alguns dias após a aplicação do herbicida sobre a terra nua, as mudas de tabaco podem ser transplantadas e planta cresce e se desenvolve sem a competição de qualquer matinho até a colheita das folhas. Já a formulação diluída e menos volátil do herbicida, o GAMIT 360 CS, que é mais segura para saúde das pessoas e para a natureza, permite que um matinho ou outro germine durante o desenvolvimento do tabaco, necessitando, às vezes, de uma leve capina com enxada, em algumas partes. Um serviço simples e rápido, que não demanda muita mão-de-obra.

A situação da Mata Atlântica é grave e neste momento crucial para salvar as poucas áreas que restam, as companhias de tabaco poderiam ser grandes aliadas se na relação com seus integrados a questão de proteger a Mata Atlântica entrasse também como condicionante, mas lá na propriedade do integrado e não apenas nas notas divulgadas para a imprensa e nas promessas para autoridades. Creio que não é muito difícil chegar para este integrado nível A e dizer: “Olha, se você aplicar novamente o GAMIT 500 na safra de 2014 vamos rebaixá-lo para o nível B e pegar de volta o notebook”. Garanto que uma medida desta seria eficaz para resolver o problema.

*clorose, em botânica, é a condição de uma planta, em que as suas folhas não produzem suficiente clorofila. As folhas apresentam uma coloração diferente da normal: verde pálido ou amarelado. Pode provocar a morte da planta devido à menor capacidade desta produzir carboidratos.

UM COMENTÁRIO:

Rafael-JEC O MAIOR DO ESTADO disse...
Se é tão perigosa, por que ainda permitem a fabricação e a comercialização desta concentração produto?

23 de novembro de 2013

Embrapa Cerrados lança livro infanto-juvenil sobre macaúba


O I Congresso Brasileiro de Macaúba, realizado de 19 a 21 de novembro de 2013 em Patos de Minas (MG), foi palco, no dia 20, do lançamento do livro paradidático "A macaúba amiga", voltado para o público infanto-juvenil. Os autores são Maria Lucia Meirelles,Renato Berlim FonsecaFrancisca Elijani do Nascimento e Nilton Tadeu Vilela Junqueira, pesquisadores e analistas da Embrapa Cerrados (Brasília/DF)Clique aqui para baixar o livro gratuitamente na internet (arquivo PDF - 4,65 Mb).

Ao contar a história de amizade entre o menino Tonico e uma palmeira chamada Macaúba, que vive no sítio do pai da criança, o livro "A macaúba amiga" fala sobre a importância de se conhecer o papel das plantas na vida do planeta, a necessidade de preservá-las, e as possibilidades de aumentar a produção agrícola de forma sustentável.

Na escola, o garoto aprende sobre o papel das plantas, que na presença de luz retiram gás carbônico da atmosférica e realizam a fotossíntese, produzindo oxigênio e carboidratos. A professora também explica o problema do aquecimento global, provocado pelos gases de efeito estufa. Preocupado, ele decide fazer a sua parte para minimizar o problema.

Quando o pai decide desmatar a área de Cerrado do sítio para aumentar a produção de grãos e assim custear os estudos de Tonico, o garoto tenta dissuadi-lo, em defesa da amiga macaúba e de toda a vegetação do local. Auxiliado pelo primo João, estudante de agronomia e estagiário na Embrapa Cerrados, ele planta mudas de macaúba em uma área de pastagem degradada e forma uma agrofloresta.

Com os diversos produtos obtidos com a agrofloresta -- como grãos, hortaliças e frutas -- Tonico mostra ao pai que é possível aumentar o rendimento da propriedade sem ter que derrubar a mata, além de reduzir o gasto com agrotóxicos, minimizar as emissões de gases de efeito estufa e garantir a prestação de serviços ecossistêmicos.

FONTE

Embrapa Cerrados
Breno Lobato -- Jornalista
Telefone: (61) 3388-9945

Links referenciados

Francisca Elijani do Nascimento
lattes.cnpq.br/8682789519749856

Nilton Tadeu Vilela Junqueira
lattes.cnpq.br/7733603591740319

Maria Lucia Meirelles
lattes.cnpq.br/6234080154043990

Renato Berlim Fonseca
lattes.cnpq.br/7509148932280192

Embrapa Cerrados
www.cpac.embrapa.br

Breno Lobato
breno.lobato@embrapa.br

Clique aqui
www.cpac.embrapa.br/publico/usuarios/upl
oads/livro_macauba/livro_macauba_web.pdf

8 de novembro de 2013

Ecologia do corpo (I)

Por Rui Müller


Ecologia começa no corpo

Como podemos falar em despoluir rios e mares quando nossos rios internos (vasos sanguíneos) estão completamente poluídos, obstruídos? Devemos desobstruir esses rios internos, usando somente alimentos do reino vegetal e chás preparados com ervas medicinais.
Não existirão pessoas para nadar nestes rios despoluídos, pois estarão com os corpos cansados, enrijecidos, doloridos pela acidez de alimentos artificiais, mumificados, mortos (salsichas, enlatados, açúcar branco, etc.)
Não podemos brigar por ar puro, enquanto nossos pulmões estiverem cheios de gorduras provenientes de muitos laticínios, carnes, gordura vegetal hidrogenada, etc. e ainda nicotina de cigarros.
Enquanto há uma preocupação em retirar os plásticos da terra (reciclagem de lixo), continuamos permitindo a venda de alimentos que são revestidos com celofane (salsicha) e que tem na sua composição papelão, por exemplo.

Não adianta nem pensar num convívio sadio com a natureza, sem respeitar os quatro elementos básicos de qualquer evolução humana:
1) Alimentação pura e viva
2) Respiração
3) Movimentação diária
4 )Meditação


A única entidade ecológica no mundo atualmente é a macrobiótica, pois ela incentiva a ingestão de alimentos vivos para gerar células vivas. Os vegetais comidos antes de murchar ou amarelar estão vivos e se transformarão em células novas e vivas. Como falar em preservação de animais, quando em suas mesas encontramos coração de galinha, fígado de boi, língua de vaca, pé de porco, passarinho à milanesa, filé de peixe, coelho assado, óleo de fígado de bacalhau, etc. Uma igreja tradicional de Porto Alegre, no Dia dos Animais, pediu que os fiéis levassem seus bichinhos de estimação para uma benção coletiva, e no mesmo cartaz dizia em baixo: “ao meio dia galinhada”.
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4 de novembro de 2013

Estilo de vida e obesidade

Por Darci Bergmann


  Os meios de comunicação estão repletos de matérias sobre a questão do excesso de peso. Os profissionais da área de saúde alertam para uma epidemia que se alastra e provoca cada vez mais custos aos cofres públicos devido às doenças ligadas à obesidade. Por outro lado, os meios midiáticos também incentivam o consumo de guloseimas e bebidas calóricas através das propagandas que lhes auferem bons ganhos financeiros. Há ainda outros componentes nesse jogo de mercado, onde o consumidor se transforma em lixeira de açúcares e carboidratos excedentes, como veremos a seguir.

    A pedagogia da má alimentação 
       
  Por séculos a fio os países ocidentais incentivaram o consumo de alimentos doces em suas populações. Isto para criar mercado aos derivados da beterraba-açucareira produzida na Europa, e da cana-de-açúcar na América Latina. Nas cantinas escolares, os doces e guloseimas oferecidos incentivavam a pedagogia da má alimentação. Havia casos em que não se encontrava na cantina da escola uma fruta, um suco natural, sequer um copo de leite. As prateleiras e balcões eram fartos de doces, refrigerantes e outras guloseimas. Algumas dessas cantinas eram atendidas por professoras, desviadas da função de lecionar em sala de aula. As direções dessas escolas alegavam que as cantinas geravam renda para atender outras necessidades da instituição de 'ensino'. Se a escola ensinava errado, o que seria de esperar da sociedade? O comportamento em geral foi de aceitar a má alimentação e incorporá-la como estilo de vida. Nas festas de aniversário, nas datas dedicadas às crianças, nas quermesses, seja lá o que fosse, as guloseimas, doces e refrigerantes formaram um padrão de consumo com incentivo das escolas. Nas últimas décadas, o sedentarismo e o uso maciço do automóvel se aliaram ao consumo excessivo de açúcares e carboidratos. Esse estilo de vida transformou-se na atual epidemia de obesidade. 
A má alimentação ainda tem apoio da lei em muitos países
  O consumo de açúcar e de produtos que o utilizam em grande escala é apoiado por legislações anacrônicas e que atentam contra a saúde das pessoas. Um desses casos é a composição da cesta básica, que inclui, por exemplo, uma cota de açúcar branco. É um incentivo ao consumo de sacarose pura, na verdade uma droga cujos efeitos vão além da obesidade. E mais. Refrigerantes calóricos são classificados como produtos alimentícios. 
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Saiba mais:

O programa Repórter Justiça mostra como anda a alimentação dos brasileiros. A obesidade preocupa! Dados do Ministério da Saúde apontam que mais da metade da população está acima do peso. Um alerta para as crianças, que cada vez mais comem alimentos "práticos", industrializados e passam boa parte do dia jogando vídeo game. "Hoje, é cada vez mais comum os pais trabalharem fora e não terem tempo para dedicar à refeição. Com isso, o jovem come muito fast food e macarrão instantâneo. Além disso, os jovens são muito ligados ao computador, ao tablet e cada vez menos saem para brincar na rua, o que resulta na obesidade infantil", afirma a endocrinologista Raquel Beviláqua.


FONTE

TV Justiça

Links referenciados

Ministério da Saúde
www.saude.gov.br

Repórter Justiça
www.youtube.com/user/reporterjustica‎

TV Justiça
www.tvjustica.jus.br