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3 de junho de 2013

Semana do Meio Ambiente: da teoria à prática



  Em alusão à Semana do Meio Ambiente, as escolas fazem atividades relativas aos temas ambientais. Como já é de praxe, estudantes, educadores, pais e amigos das escolas visitam o Espaço Ambiental da ASPAN. Ali, coordenados pelo engenheiro agrônomo Darci Bergmann, são desenvolvidas diversas atividades, como compostagem, produção de mudas de espécies florestais nativas, reaproveitamento de materiais, entre outras. 
  O Espaço Ambiental é mantido por associados da ASPAN e colaboradores. Não recebe verbas públicas. Milhares de pessoas já o visitaram e muitas delas são multiplicadoras das experiências ali vivenciadas.
Estudantes em visita ao Espaço Ambiental

Grupo de alunos no auditório sob a copa das árvores.
As folhas forram o chão. Os ramos ostentam ninhos
de pássaros feitos a partir do reaproveitamento de materiais.
Tudo aqui remete ao contato com a natureza. O local abriga
 uma centena de espécies de árvores nativas e exóticas.



Jones Dalmagro Pinto, presidente da ASPAN, em palestra no
Espaço Ambiental.

Espaço Ambiental da ASPAN foi visitado por estudantes na
Semana do Meio Ambiente, 2013.



Estudantes da Escola Municipal Vicente Goulart no Espaço
Ambiental da ASPAN, em 04-06-2013 

A Escola Municipal Vicente Goulart teve presença marcante, com diversas turmas de estudantes, educadoras e educadores.







26 de setembro de 2012

ASPAN 25 anos. Alguns fatos marcantes

O presidente Jones Dalmagro Pinto fez a abertura dos trabalhos.
Depois, o fundador e primeiro presidente Darci Bergmann
fez uma rápida resenha das ações que antecederam à criação da
entidade. Seguiram-se dicas valiosas sobre a implantação de
áreas verdes.



Ventava e fazia muito frio na manhã do dia 25 de setembro de 2012,
em São Borja/RS. Mas a garra e a determinação de lutar por mais
espaços verdes motivou estudantes, profissionais da educação e
público em geral a prestigiar e conhecer melhor a ASPAN.

No dia 25 de setembro, os 25 anos de fundação da ASPAN
foram comemorados no Espaço Ambiental. Pela manhã,
 230 pessoas participaram e ouviram
uma resenha histórica de como tudo começou, em 1977,
com o projeto Plante Uma Vida, Plante Uma Árvore.





Espaço ambiental. Cenário preparado com materiais reaproveitados.
O local permite acolher aproximadamente 300 pessoas sentadas.
Muitas oficinas e palestras do Projeto SEMEAR são realizadas
neste local.

Por equipe da ASPAN
1


   1) Antecedentes: a) Projeto Plante Uma Vida, Plante Uma Árvore, iniciado pelo ambientalista Darci Bergmann, em 1977, com o plantio voluntário de árvores na área urbana, caso da Rua Gal. Canabarro;  b) No legislativo municipal de São Borja, iniciativas do então vereador Darci Bergmann: Ipê-roxo - árvore-símbolo do Município, lei municipal nº 1022, de 26/09/1980; c) Lei municipal dos agrotóxicos, 1984; d) Lei municipal nº 1568/1988, que declara a espécie Furnarius rufus,  joão-de-barro, ave-símbolo do Município de São Borja; e) Mensagens aos Nativistas – Centro Nativista Boitatá, sob a coordenação do eng. Agrônomo Darci Bergmann. De 1978 a 1988 diversas mensagens e distribuição de milhares de mudas de espécies florestais nativas; f) Palestras em instituições de ensino e outras. g) Preparativos para fundação da ASPAN.

2)   21/09/1987 Fundação da ASPAN, nas dependências da Câmara de Vereadores. Darci Bergmann eleito presidente. Atual presidente: Jones Dalmagro Pinto.

3)   Legislação pela melhoria da arborização urbana. Em 1991, decretos sobre arborização, depois incorporados à Lei Complementar Municipal nº 24/2000.

4)   Luta pela implantação da Reserva Biológica de São Donato ( Maçambará e Itaqui). Em 1997, a ASPAN conseguiu que Tribunal de Justiça obrigasse o Estado do Rio Grande do Sul a implantar em definitivo a Reserva, o que ainda não ocorreu na prática.

5) Diversos projetos de arborização: Circuito dos ipês, com o plantio de centenas de exemplares da árvore-símbolo, inclusive entre os trevos de acesso à cidade de São Borja.

6) Encontros e seminários, como 1º Seminário Ambiental, em 1998, com mais de 400 participantes. Encaminhamento de propostas aos poderes constituídos, envolvendo arborização, saneamento básico, resíduos sólidos (Cartilha sobre lixo), poluição sonora, deriva de agrotóxicos, etc.

7) Atualmente, a ASPAN desenvolve um conjunto de ações denominado Projeto SEMEAR, com palestras e oficinas no Espaço Ambiental, na Rua Engº Manoel Luís Fagundes, nº 1591. Também faz a implantação de espécies florestais nativas numa área próxima às Instalações da FEPAGRO, no Rincão do Itaperaju.

8) Recentemente, por seu associado e fundador Gastão Bertim Ponsi, encaminhou representação junto ao Ministério Público Federal em Santa Maria pela manutenção de uma gleba da UFSM, para fins de educação e pesquisa nas ciências agrárias, e não como assentamento de famílias de ‘sem-terra’ ligadas ao MST. A citada área foi ocupada ilegalmente por integrantes do MST.

3 de agosto de 2012

UFSM: Área de 400 hectares foi alvo de negociata

Desde 29 de julho de 2012 nesta casa tremula uma bandeira do MST.
Antes o local abrigava a família de um funcionário da FEPAGRO, em São Borja - RS,
numa gleba da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM.
As terras pertenciam ao Ministério da Agricultura e foram doadas
à UFSM para implantar um campus universitário e talvez um dia a
'Universidade das Américas'
Foto: Darci Bergmann, 03/08/2012. 

Por Darci Bergmann


Uma gleba de terras de 400 hectares localizada em São Borja-RS foi cedida ao INCRA pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM com a finalidade de assentar 23 famílias ligadas ao MST.
Há mais de 40 anos as terras, que pertenciam ao Ministério da Agricultura, foram repassadas para a UFSM, por solicitação de José Mariano da Rocha, então reitor. A área deveria sediar um campus universitário e falava-se até na criação de uma Universidade das Américas. Por muitos anos a gleba foi administrada pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária - FEPAGRO. A falta de investimentos fez com que a FEPAGRO devolvesse as terras à UFSM.
Curiosamente, quando da instalação de um campus da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA, as terras da UFSM não foram repassadas à nova instituição de ensino. O mesmo aconteceu depois com a instalação em São Borja de outra instituição federal - o Instituto Federal Farroupilha. Nem a Universidade Estadual do Rio Grande Sul - UERGS foi contemplada com algum quinhão.

Existem terras particulares para assentamentos do INCRA

As 23 famílias que estão em fase de assentamento na antiga gleba da UFSM poderiam ocupar outras glebas em oferta na região. O assunto causou polêmica em muitos setores, uma vez que algumas entidades já vinham se mobilizando para que a gleba de terra tivesse mantida a sua finalidade para educação e pesquisa. É bom lembrar que a pouco mais de 80 Km de São Borja, em Itaqui, tem um campus da UNIPAMPA onde funcionam cursos de Agronomia e Nutrição que também poderiam ocupar partes das terras da UFSM.

Educação e pesquisa também geram empregos. 

Se a argumentação é assentar pessoas desempregadas, algumas notoriamente sem vinculação com a terra, melhor seria promover o emprego com a criação de cursos técnicos e centros de pesquisa, integrando as instituições públicas - União, Estado e Município de São Borja. Sem demérito aos assentados, recrutados entre a população urbana e rural de vários municípios, a maneira como a transação foi feita cheira a algo muito estranho.

 A questão mereceria ser apreciada pelo Ministério Público Federal?

Há muitas pessoas que entendem que a questão deveria ser objeto de uma interferência do Ministério Público Federal. Como admitir que a UFSM não tenha repassado às suas coirmãs também federais as terras? Como admitir que a UFSM não tenha projetos e nunca se interessou em encontrar alternativas quando a FEPAGRO lhe devolveu a gleba? Que tipo de ideologia percorre a intelectualidade de uma massa crítica universitária que se mostrou incompetente e omissa em buscar parcerias para alavancar projetos na área de ensino e pesquisa? Uma vez que a finalidade das terras repassadas à UFSM e agora cedidas ao INCRA tinham a finalidade única de ensino e pesquisa, essas questões afloram nas mentes de muitas pessoas.

Quem teria sido o mentor da transação das terras públicas da UFSM em São Borja?

Recebi informações de que as tratativas para a transação foram articuladas pelo diretor presidente da FEPAGRO e também professor da UFSM, Danilo Rheinheimer dos Santos.O assunto vinha sendo tratado com certo sigilo.  A esta pessoa se atribui também a investida contra outras parcerias que a unidade da FEPAGRO de São Borja mantém com a Prefeitura. Uma delas seria a retirada da Casa do Mel, mantida por um convênio entre Município, FEPAGRO e Associação dos Apicultores de São Borja. Até um leigo sabe da importância das abelhas na polinização das plantas, aumentando a sua produtividade. A 'casa do mel' foi uma antiga reivindicação da comunidade. Parece que um ar de superioridade e arrogância contaminou esse nomeado político que agora preside a FEPAGRO. Ele não teria recebido pessoas da Prefeitura de São Borja para tratarem da questão das parcerias e outras formas de aproveitamento das terras da UFSM em um amplo projeto envolvendo diversas instituições locais.

A questão ambiental nas terras que pertenciam à UFSM em São Borja

Em outra matéria deste blog já foi relatada a ação ambiental desenvolvida pela ASPAN, e por mim também, em parte das terras que então pertenciam à UFSM. Igualmente a Patrulha Ambiental - PATRAM fez muitas solturas de animais silvestres ali e no meu sítio. Ainda muitas vezes fiz diligências contra as queimadas, mobilizando até voluntários para que o fogo não atingisse áreas maiores. Sempre nessas diligências, e até de forma preventiva, a Associação São Borjense de Proteção ao Ambiente Natural colaborou com algum recurso financeiro na implantação de aceiros e outras medidas de prevenção às queimadas e à caça ilegal.
Resta saber como vai ficar esse santuário da vida silvestre a partir de agora. Ao INCRA cabe a tarefa de passar instruções aos assentados, entre elas as que demandam o respeito ao meio ambiente, não só das glebas dos assentados, como no seu entorno.
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Leia também:
Dilma e Tarso querem privatizar áreas públicas no RS
A Universidade não fez. A natureza e voluntários estão fazendo uma parte
O Estado e a degradação ambiental 



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13 de setembro de 2011

Florada dos ipês anuncia primavera*

Foto: Darci Bergmann
Ipês na BR 472, entre os trevos de acesso à São Borja. Plantio feito pela ASPAN
Foto: Darci Bergmann


Os ipês floridos transformam a paisagem urbana de São Borja, na região Fronteira-Oeste do Estado. Conforme lei que vigora desde setembro de 1980, o ipê-roxo é a árvore-símbolo do município. Além de milhares de exemplares da espécie também podem ser encontrados, em grande número, ipês-amarelos, que florescem na mesma época. A lei foi iniciativa do ambientalista Darci Bergmann, que na época exercia o mandato de vereador. Ele explica que a escolha do ipê-roxo, ocorreu, entre outras razões, em função da beleza da árvore e do porte apropriado para as áreas urbanas e os acessos.

Sob coordenação técnica da Associação São-borjense de Proteção ao Ambiente Natural (Aspan), já foi atingida a meta do plantio de 10 mil exemplares na zona urbana e em áreas próximas. Em muitos casos, as árvores não sobreviveram e o ambientalista recomenda replantio. O grande sonho de Darci Bergmann é formar túneis de ipês nos principais acessos à cidade, nas BRs 285, 287 e 472, além do acesso à Ponte da Integração, que liga São Borja à Santo Tomé, na Argentina.

*Matéria transcrita do Correio  do Povo, edição de 05 de setembro de 2011, seção Cidades, exceto as fotos.
_________________________________________________________________________Nota do blog: A matéria acima foi feliz em focar a beleza da cidade de São Borja e da zona rural. Particularmente sinto-me grato à cidade e ao povo que me  acolheu, desde 1974. Que a beleza das flores dos ipês eternize a minha gratidão. Foram milhares de mudas dessa e de outras espécies de árvores nativas que plantei nessas terras. Um dia mais pessoas vão se encantar com as cores da natureza ao longo das estações do ano.
 A lei municipal que tornou a espécie ipê-roxo árvore-símbolo de São Borja é a 1.022, de 26 de setembro de 1980.  

2 de novembro de 2009

CLOMAZONE (GAMIT): ASPAN SOLICITA INTERFERÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL


A ASPAN encaminhou dossiê ao MPF, em Uruguaiana, sobre a questão dos herbicidas que são aplicados sem critérios. Com relação ao Gamit, a entidade solicita que o MPF interceda junto à ANVISA e ao Ministério do Meio Ambiente no sentido de cancelar o registro desse produto e de todos os que tenham princípio ativo clomazone. Entre outros argumentos a entidade cita o fato de que o produto é extremamente volátil. Ele atinge grandes distâncias além do local em que é aplicado, provocando impacto sobre as culturas vizinhas e a flora de um modo geral. No momento em que se pretende diversificar a produção primária, produtos à base de clomazone inviabilizam algumas culturas. O MPF abriu procedimento sob n° 1.29.011.000007/2009-75 e a ASPAN encaminhou documentos sobre a venda e uso irregular do Gamit no Município de São Borja.

OITOCENTOS METROS – O Gamit e Gamit 360 CS não podem ser aplicados a menos de 800,00 m de vegetação ribeirinha e arvoredos em geral, seja via aérea ou seja por via terrestre. Tal limitação inviabiliza a aplicação desses produtos na maioria das lavouras de arroz do Estado, mas isso não vem sendo cumprido na prática.
PRODUTOS SEM REGISTRO NO ESTADO – A FEPAM enviou ofício à ASPAN informando que as marcas comerciais Gamit e Gamit 360 CS não tinham registro para serem comercializados aqui no Estado. No entanto eram os produtos mais vendidos. Mais tarde a empresa produtora do Gamit, a FMC Química do Brasil protocolou pedido de registro junto à FEPAM.
GAMIT APREENDIDO – 3.200 litros de Gamit foram apreendidos pela PATRAM de São Borja, numa revenda local. A formuladora FMC Química do Brasil encaminhou expediente à ASPAN comunicando sobre o pedido de registro junto à FEPAM e alegando que não cabe mais que o produto fique retido. Mas não é este o entendimento da ASPAN e de muitas pessoas. O produto foi apreendido quando não tinha registro para ser comercializado e isso justifica que não pode mais ser liberado tal lote.