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4 de outubro de 2013

Compostagem de baixo custo para condomínios

Uma composteira como esta da foto pode ser adaptada para
condomínios, aumentando-se o número de caixas, conforme a
demanda de resíduos orgânicos
Por Darci Bergmann

    Aproveitar os resíduos orgânicos gerados em condomínios é mais fácil do que se imagina. Em muitos deles sempre existe algum espaço disponível e que permite a instalação de caixas para essa finalidade. O processo se torna viável desde que os moradores colaborem e separem o lixo pelo menos em duas partes: seco e orgânico.
    Pode-se iniciar com uma pequena unidade demonstrativa. Depois, conforme a quantidade de resíduos orgânicos, a produção de composto é aumentada com a instalação de mais caixas. Sugiro que estas sejam de alvenaria, aproveitando-se algum muro já existente. 
              A utilização de minhoca-vermelha-da-califórnia, a Eisenia foetida, acelera a formação do húmus.Para isso, é necessário manter o ambiente com sombreamento. 
                        O que pode ser utilizado para a formação do composto: Cascas de frutas, folhas, borra de café,inclusive papel higiênico. Recobrir com papel de jornal picado, folhas, etc. Sobre as caixas colocar tela de sombreamento. 
                  Materiais impróprios para a compostagem: restos de carne, óleos de frituras, resíduos lácteos, restos de tintas e medicamentos, entre outros.
                  
              As fotos abaixo mostram uma unidade de produção de composto suficiente para até 20 pessoas. 
              
Medidas internas de cada caixa: 1,50 m de largura
 0,90 m de profundidade e 0,90 m de altura



O fundo da caixa deve permanecer sem revestimento,
para facilitar a infiltração das águas pluviais






Mais sobre a matéria:
Práticas de compostagem
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Gestão comunitária de resíduos orgânicos e agricultura urbana
O Projeto Revolução Baldinhos (PRB) é uma iniciativa de gestão comunitária de resíduos orgânicos e agricultura urbana, que sensibiliza as famílias para a reciclagem das sobras de comida e as transforma em composto orgânico, disseminando o plantio como promoção da saúde e alimentação saudável.


FONTE

Fundação Banco do Brasil

Links referenciados

Fundação Banco do Brasil
www.fbb.org.br





9 de julho de 2010

Vai à sanção a Política Nacional de Resíduos Sólidos


Um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras, é o principal alvo de um projeto aprovado na noite desta quarta-feira (7) pelo Plenário do Senado. O substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 354/89) que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos será encaminhado à sanção do presidente da República. A proposta tramitou por 21 anos na Câmara dos Deputados.

Lixões
O projeto proíbe a criação de lixões, nos quais os resíduos são lançados a céu aberto. Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. O projeto proíbe a importação de qualquer lixo.

Com 58 artigos que ocupam 43 páginas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos apresenta algumas novidades, entre elas a "logística reversa", que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a realizarem o recolhimento de embalagens usadas. Foram incluídos nesse sistema agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas (todas elas) e eletroeletrônicos.
Responsabilidade

Além disso, é introduzida na legislação a "responsabilidade compartilhada", envolvendo a sociedade, as empresas, as prefeituras e os governos estaduais e federal na gestão dos resíduos sólidos. A proposta estabelece que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva.





A proposta prevê que a União e os governos estaduais poderão conceder incentivos à indústria de reciclagem. Pela nova política, os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão. Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal. As cooperativas de catadores de material reciclável foram incluídas na "responsabilidade compartilhada", devendo ser incentivadas pelo poder público.

Incentivo
Com os incentivos e as novas exigências, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia. Desse total, 59% vão para os "lixões" e apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.

Com informações da Agência Senado (Texto acima)
Todas as fotos desta matéria são de autoria de Darci Bergmann

Comentário do Plante uma Vida, Plante uma Árvore: A legislação é um dos fatores que podem contribuir para a destinação mais correta do lixo. Mas deve ser complementada com outras medidas como a educação ambiental. As fotos desta matéria mostram que ainda há pessoas com ensino médio e superior completos que não se preocupam em fazer a separação dos componentes do lixo. Os receptáculos de ferro, chamados de lixeira, como o da foto, deveriam ser proibidos sobre os passeios. Eles causam acidentes e induzem pessoas a jogar lixo sem qualquer critério, principalmente de horários. Deveriam ser posicionados no terreno do condomínio ou da residência unifamiliar. 
Sobre incentivos à reciclagem é positiva a inclusão dos catadores. Mas pode haver também incentivo, por exemplo, à compostagem doméstica da fração orgânica. Assim, praticamente metade do lixo seria processado no local em que é produzido. Isto diminui a circulação de veículos para coleta e com isso também a poluição do ar. 
As garrafas tipo long neck e a logística reversa:  deveriam ser incluídos também outros produtos que deixam resíduos perigosos no ambiente. Um deles é a garrafa tipo long neck. Os vendedores de bebida não aceitam a devolução das embalagens e muitos consumidores as jogam na via pública. Os estilhaços de vidro causam acidentes e a sua coleta é mais difícil. O fabricante deixa aos municípios a responsabilidade pela remoção do seu lixo. Quem paga esse descaso é o contribuinte, como sempre. 







 
Saiba mais. Veja o tópico PRÁTICAS DE COMPOSTAGEM
Veja também: Lixo ganha importância

18 de março de 2010

PRÁTICAS DE COMPOSTAGEM

Por Darci Bergmann
A compostagem é o processo de obtenção de fertilizante natural a partir da fermentação aeróbica de matéria orgânica. Em outras palavras, folhas, cascas, esterco animal, papel higiênico, restos de madeira, galhos de árvores, podem ser transformados em adubo orgânico. São descritos vários sistemas de compostagem. Assim, ela pode ser feita em pilhas de material orgânico sobre superfície impermeabilizada ou não. A impermeabilização da superfície é recomendada quando o material contém matéria orgânica com alto teor de água, caso de cascas de algumas frutas.
A fermentação produz um líquido escuro chamado chorume e este pode contaminar o solo. Normalmente o chorume pode ser evitado adicionando-se material palhoso, tipo folhas, maravalha, aparas de grama, etc. Estes materiais absorvem o chorume e isto acelera a fermentação.

 Palhas e folhas sobre o fundo da composteira
absorvem o chorume, caso este venha a se formar



TIPOS DE COMPOSTEIRAS: Em condições normais de restos orgânicos domésticos, a compostagem pode ser feita até mesmo em apartamentos, desde que utilizados recipientes adequados. Um sistema simples e barato é produzir o composto em sacos plásticos, tipo bags. Basta colocar folhas, restos de verduras, papel higiênico, etc num desses sacos plásticos. Se houver disponibilidade adicionar um pouco de terra. Após, umedecer o material, sem encharcá-lo. O saco é amarrado, deixando algum furo na parte superior para a saída dos gases oriundos da fermentação. De vez em quando desamarrar a boca do saco plástico para uma inspeção e entrada de ar. No comércio já existem dispositivos para a produção do composto orgânico em apartamentos

COMPOSTEIRA DE TIJOLOS - Há muitos anos instalei uma composteira de tijolos, rente a um muro, dividida em duas caixas. Cada caixa tem as seguintes dimensões internas: 1,85m de comprimento, 0,85m de largura e 1,20m de altura. O fundo foi revestido de argamassa. Na parede frontal foram deixados pequenos furos, com pedaços de tubos de polietileno de meia polegada, principalmente rente ao chão. Assim roedores não entram, mas minhocas têm acesso ao material. No composto tenho notado a presença até da minhoca-vermelha-da-califórnia (Eisenia foetida), que já é endêmica no terreno.


A primeira camada, no fundo da caixa, é sempre de matéria orgânica seca, tipo varredura de folhas, aparas de grama, casca de arroz ou similar para absorver o chorume. Depois, no dia a dia, é despejado o lixo doméstico, inclusive papel higiênico e sempre se cobre com um pouco de folhas de árvores ou apara de grama. Mesmo gravetos e galhos de árvores picados são ali colocados. Eles demoram um pouco mais para se decomporem. A maior parte do material fica pronta num tempo de 3 a 5 meses. No meu caso, em média só com o lixo doméstico leva até um ano para que as caixas fiquem cheias. As camadas mais de baixo já formam o húmus, matéria orgânica mineralizada. A retirada do material é simples, bastando remover a camada superior de palha. O composto é peneirado ali mesmo e o material não decomposto é devolvido ao processo, como inoculante de micro-organismos.


Caixas amplas facilitam o manuseio.
Remoção das folhas que
recobrem o composto.


Em épocas de poucas chuvas é preciso umidecer o material, pelo menos uma vez por semana.
De preferência utilizar água sem cloro, pois este é um germicida e, portanto, inibe em parte os micro-organismos que estão atuando na fermentação.

É recomendável cobrir a composteira com tela de sombreamento. Isso permite a aeração e a entrada da água das chuvas. Também não se geram moscas no processo.
A tela de malha fina impede que outros insetos infestem o local. O processo é absolutamente limpo e os microorganismos eficazes destroem outros germes patogênicos. A fermentação da matéria orgânica é um artifício espetacular da Natureza, que se recicla a cada momento e permite a vida no Planeta. Adaptá-lo à nossa realidade cotidiana é um dever de toda a pessoa ecologicamente responsável. Também reduz a quantidade de lixo recolhida pelas prefeituras e isto poupa energia e evita outros transtornos. E de quebra nos fornece um fertilizante natural que pode ser utilizado na horta, jardim, vasos de flores ou mesmo vendido quando em quantidade maior
.

Composto peneirado, parecido com pó de café.


COMPOSTEIRA AMPLIADA - Fiquei tão empolgado com a compostagem, que fiz um dispositivo maior ainda, para aproveitar resíduos de folhas e podas de árvores de terceiros. O sistema tem quatro caixas de tijolos, com as seguintes dimensões internas cada um: 3,30m de comprimento, por 2,15m de largura, por 1,60m de altura. Os galhos de árvores são picados com facão ou similar e isto reduz o volume e permite melhor contato com as folhas. O ambiente se torna mais úmido. Restos de frutas são adicionados em camadas finas e por sobre elas uma camada de palhas, folhas ou apara de grama. Devido a um vendaval, as quatro caixas ficaram cheias com mais de meio metro acima da parede, isto em começos de dezembro de 2009. Em data de 17 de março de 2010, a decomposição fez baixar o nível do material, em média de 0,70m. O período foi chuvoso, o que acelerou o processo. Não houve mau cheiro nem se constatou a presença de insetos indesejáveis. Essa composteira não teve o fundo revestido de argamassa. Nem houve cobertura com tela de sombreamento porque a quase totalidade de material é de folhas e restos de podas de árvores.


                                                 

OBS.: Em caso de não cobrir o composto com terra ou telado, pode-se aplicar uma fina camada de cal virgem e isto evitará o surgimento do flebotomídeo conhecido como mosquito-palha, vetor da leishmaniose. A compostagem é um processo biologicamente seguro.
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Outro exemplo de composteira. 






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Outro exemplo de compostagem:

COMPOSTAGEM 100% VEGETAL

A Compostagem 100% vegetal utiliza matérias-primas renováveis e abundantes para obtenção de fertilizantes e substratos orgânicos. Aproveita resíduos e subprodutos de origem vegetal, que são isentos ou apresentam reduzida carga de contaminação química e biológica. É uma técnica muito simples, que pode ser utilizada com baixo custo e com reduzido emprego de mão-de-obra.


FONTE 

Dia de Campo na TV

Links referenciados

Dia de Campo na TV
hotsites.sct.embrapa.br/diacampo



25 de janeiro de 2010

CONSUMIDOR CONSCIENTE



Por Darci Bergmann
- Avalie bem a propaganda. Evite o supérfluo e aquilo que é produzido sem responsabilidade ambiental. A propaganda barulhenta perturba o sossego público e ainda prejudica a saúde.
- Produtos descartáveis, tais como barbeadores, copos e garrafas de cerveja aumentam o lixo e desperdiçam recursos. Dê preferência àquilo que não produz lixo ou que pelo menos o reduza. Até as sacolas descartáveis podem ser evitadas.
- Fumante, não fume perto de crianças e em ambientes fechados. Não jogue tocos de cigarro acesos pela janela do carro. Muitas queimadas começam assim.
- Escolha os alimentos pelos seus nutrientes. Evite os enlatados. Eles contem aditivos químicos. Faça você mesmo sucos, como alternativa aos refrigerantes calóricos.
- Se possível faça sua própria horta e cultive sem agrotóxicos. Existem produtos biológicos para o controle de pragas e moléstias. Pássaros, sapos, rãs e lagartixas são predadores de insetos e outras pragas. Proteja-os. Plante árvores. Elas atraem aves, amenizam o calor, reduzem a radiação ultravioleta e diminuem o aquecimento global.
- Pulverizações domiciliares de veneno liberam vapores tóxicos. Mosquiteiros e telas protegem contra os mosquitos. Produtos de limpeza podem conter fenóis prejudiciais à saúde. O branqueamento do papel também libera substâncias tóxicas. Prefira o papel reciclado ou o papel virgem não branqueado.
- Em casa ou no local de trabalho, separe o lixo em ORGÂNICO: folhas, cascas de frutas, etc.; SECO: vidros, latas, plásticos, papel limpo, etc.. O orgânico se transforma em adubo. Com tijolos, tábuas, sacos de plásticos ou outros materiais faça caixas de compostagem. Folhas, aparas de grama e papel higiênico podem ser adicionados e se transformam em húmus. Doe ou venda o lixo seco. Pilhas, baterias de celular e lâmpadas fluorescentes devem ser devolvidos no local onde foram comprados. Pilhas recarregáveis geram menos lixo.
- Poupe energia, poupe água. Não deixe luzes acesas em compartimentos vazios. Desligue o chuveiro enquanto estiver se ensaboando. Feche a torneira durante a escovação dos dentes. Ande menos de carro e, se possível, utilize o transporte coletivo.
- A Natureza faz bem. Não jogue lixo nas praias, praças, parques e ruas. Quando acampar, evite fogueiras junto às árvores. Ao sair, não deixe brasas ou fogo. Recolha o lixo do local. Os excrementos devem ser enterrados. Não retire plantas e animais do ambiente. A melhor lembrança é a fotografia ou a filmagem.
- NÃO SE OMITA! Um consumidor consciente faz bem ao nosso planeta.