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24 de julho de 2018

DICA PARA REUTILIZAÇÃO DO VIDRO

    Estilhaços de vidro podem causar acidentes graves. É um resíduo que exige cuidado até na coleta. Por isso, o melhor é encaminhá-lo aos contentores específicos para esse material. Mas nem todas as cidades possuem  estruturas de coleta eficiente. 
    Outro problema enfrentado pós coleta é a longa distância até a indústria de reciclagem. O custo do frete, por vezes, é maior que o valor da matéria prima. Pensando nisso e até surgir uma solução melhor, resolvi  transformar os estilhaços de vidro numa espécie de brita. Comecei a utilizá-los em lajotas e blocos de concreto. A alternativa se mostrou viável e dali surgiu a ideia de se fazer um vídeo. Assim, mais pessoas podem usufruir dessa experiência. 

 

3 de maio de 2013

Analfabetismo ambiental.


Por Darci Bergmann


   Basta uma chuva mais forte e o drama se repete na maioria das áreas urbanas. As sacolas cheias de lixo são depositadas sobre as calçadas à espera da coleta. Quando as chuvas chegam antes e as águas escorrem torrencialmente, arrastam montanhas de lixo.   O destino é a boca de lobo mais próxima. Os bueiros entopem e os alagamentos são o desfecho previsto. Então não adianta só apontar culpados, quando todos nós não fazemos a nossa parte.
   Numa época em que o apelo consumista encontra resposta na sociedade, fica mais fácil de identificar uma culpa coletiva. Nosso comportamento em relação aos resíduos sólidos ainda é primário. Os eventos e as datas festivas mostram o quanto de lixo é produzido  nessas ocasiões. Tudo poderia ser menos impactante se cada um de nós fizesse um pequeno esforço para reduzir embalagens, comprar menos guloseimas e fazer compostagem da parte orgânica. A compostagem reduz em média 50% de todo o lixo. Pode ser feita até nos apartamentos, em caixas especiais. 
   Há ainda aquele hábito nada recomendável de jogar na rua qualquer tipo de lixo. Um simples copo descartável, um pedacinho de 'isopor', um canudinho de tomar suco parecem inofensivos. Milhões desses pequenos descartes atingem rios e mares. Matam peixes e outras formas de vida. Os oceanos já acumulam centenas de milhões de toneladas de lixo. É preciso mudar de comportamento. Não adianta só buscar qualificação profissional, obter diploma disso e daquilo e no fundo ser um analfabeto ambiental. Jogar lixo na rua é analfabetismo ambiental. Não se venha com a desculpa de que não tem lixeira por perto. 


Esta foto foi tirada no igarapé próximo ao bairro de Educandos, em Manaus.
Durante o período de cheia, o lixo acumulado fica todo boiando nos igarapés.
Diante da cena, a ironia do nome "Educandos" não deveria passar despercebida...
 Foto: Vandré Fonseca, publicada em O ECO, 16/05/2013.



  

1 de agosto de 2010

Anvisa: agrotóxicos com alto risco para a saúde são usados no Brasil principalmente no pepino, pimentão, cebola, cenoura, tomate e alface

Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal para o uso em determinado alimento, segundo dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em quinze das vinte culturas analisadas foram encontrados, de forma irregular, ingredientes ativos em processo de reavaliação toxicológica junto à Anvisa, devido aos efeitos negativos desses agrotóxicos para a saúde de trabalhadores rurais e dos consumidores.

Nas análises observou-se uma grande quantidade de amostras de pepino e pimentão contaminadas com endossulfan; de cebola e cenoura contaminados com acefato; e pimentão, tomate, alface e cebola contaminados com metamidofós. Essas três substâncias, que já são proibidas na União Européia e nos Estados Unidos, começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e têm recomendação de banimento do Brasil. Mas há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países.

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada, escolher alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos.

Confira a informação completa no site da Anvisa. 

9 de julho de 2010

Vai à sanção a Política Nacional de Resíduos Sólidos


Um dos mais sérios problemas do país, que é a ausência de regras para tratamento das 150 mil toneladas de lixo produzidas diariamente nas cidades brasileiras, é o principal alvo de um projeto aprovado na noite desta quarta-feira (7) pelo Plenário do Senado. O substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 354/89) que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos será encaminhado à sanção do presidente da República. A proposta tramitou por 21 anos na Câmara dos Deputados.

Lixões
O projeto proíbe a criação de lixões, nos quais os resíduos são lançados a céu aberto. Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. O projeto proíbe a importação de qualquer lixo.

Com 58 artigos que ocupam 43 páginas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos apresenta algumas novidades, entre elas a "logística reversa", que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a realizarem o recolhimento de embalagens usadas. Foram incluídos nesse sistema agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas (todas elas) e eletroeletrônicos.
Responsabilidade

Além disso, é introduzida na legislação a "responsabilidade compartilhada", envolvendo a sociedade, as empresas, as prefeituras e os governos estaduais e federal na gestão dos resíduos sólidos. A proposta estabelece que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para a coleta, inclusive fazendo a separação onde houver coleta seletiva.





A proposta prevê que a União e os governos estaduais poderão conceder incentivos à indústria de reciclagem. Pela nova política, os municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão. Os consórcios intermunicipais para a área de lixo terão prioridade no financiamento federal. As cooperativas de catadores de material reciclável foram incluídas na "responsabilidade compartilhada", devendo ser incentivadas pelo poder público.

Incentivo
Com os incentivos e as novas exigências, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia. Desse total, 59% vão para os "lixões" e apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.

Com informações da Agência Senado (Texto acima)
Todas as fotos desta matéria são de autoria de Darci Bergmann

Comentário do Plante uma Vida, Plante uma Árvore: A legislação é um dos fatores que podem contribuir para a destinação mais correta do lixo. Mas deve ser complementada com outras medidas como a educação ambiental. As fotos desta matéria mostram que ainda há pessoas com ensino médio e superior completos que não se preocupam em fazer a separação dos componentes do lixo. Os receptáculos de ferro, chamados de lixeira, como o da foto, deveriam ser proibidos sobre os passeios. Eles causam acidentes e induzem pessoas a jogar lixo sem qualquer critério, principalmente de horários. Deveriam ser posicionados no terreno do condomínio ou da residência unifamiliar. 
Sobre incentivos à reciclagem é positiva a inclusão dos catadores. Mas pode haver também incentivo, por exemplo, à compostagem doméstica da fração orgânica. Assim, praticamente metade do lixo seria processado no local em que é produzido. Isto diminui a circulação de veículos para coleta e com isso também a poluição do ar. 
As garrafas tipo long neck e a logística reversa:  deveriam ser incluídos também outros produtos que deixam resíduos perigosos no ambiente. Um deles é a garrafa tipo long neck. Os vendedores de bebida não aceitam a devolução das embalagens e muitos consumidores as jogam na via pública. Os estilhaços de vidro causam acidentes e a sua coleta é mais difícil. O fabricante deixa aos municípios a responsabilidade pela remoção do seu lixo. Quem paga esse descaso é o contribuinte, como sempre. 







 
Saiba mais. Veja o tópico PRÁTICAS DE COMPOSTAGEM
Veja também: Lixo ganha importância

11 de março de 2010

RECICLANDO

Por Darci Bergmann



Tenho visto com freqüência

Pessoas sem educação.

Gente fina na aparência,

Jogando lixo no chão.

Bugigangas que atiradas

Por quem viaja ou caminha,.

Entopem bueiros de estradas

Até a paisagem definha.



Nas cidades ou no campo,

Pescando lá no regato,

Há quem suje o verde manto,

Vira lixo o que era mato.

São papéis, vidros e latas

Agredindo a natureza,

É um festival de sucatas

Onde antes era beleza.



A Terra merece carinho

Resíduo é bom reciclar

Aqui e ali no baldinho

Pra cada coisa um lugar

O lixo é matéria prima,

Prá muitos o ganha-pão.

Gera renda e auto-estima.

Reciclagem é solução.


Obs.: O poema foi Composto, por mim, em 2003 e foi publicado num folder da Prefeitura Municipal de São Borja. Em 2004 foi plagiado num livro da Cia. Stravaganza de Eventos, onde apareceu com o título Meio Ambiente.

2 de março de 2010

LIXO E MARACUTAIAS


Por Darci Bergmann.



Em 31/12/1997 foi promulgada a Lei Complementar Nº014/97 que instituiu a cobrança da taxa de lixo em função da testada do terreno. A base de cálculo era a mesma para residência, indústria, comércio e outros, não importando a quantidade de resíduos coletados. Agora em 2010, com base na Lei Complementar 44/2009, a Prefeitura de São Borja aumentou abusivamente os valores da taxa de lixo, em alguns casos em mais de 500% sobre o que já era um abuso. O fator de cálculo agora leva em conta a área construída. Ora, um puxado, uma garagem, um telheiro gera mais lixo? Casas grandes, antigas, herdadas no centro da cidade, muitas vezes abrigam casais idosos, aposentados que geram muito pouco lixo. Também empresas que tem galpões para guarda de materiais agora são infernizadas com valores absurdos da taxa de lixo. Essa legislação atenta contra o modo de vida ecologicamente sustentável. Ela não estimula a redução, reutilização ou reciclagem dos resíduos. As pessoas deveriam ser estimuladas a arborizarem os seus terrenos, fazerem pomares e hortas ou ajardiná-los e nesse processo utilizarem o adubo orgânico proveniente dos restos de cozinha e dos pátios. Isso melhora as condições ambientais para todos e reduz a quantidade de lixo. As plantas retêm o carbono, diminuem o calor e aumentam a recarga dos mananciais de águas. Muitas pessoas já fazem isso. E os catadores também atuam no processo, recolhendo boa parte do lixo seco. Mas, ao invés de estímulo, impõe-se às pessoas cobrança da taxa de lixo abusiva. Essa taxa é um estelionato ambiental e uma extorsão tributária, com todo o respeito a quem pensa de outra forma.

Alegam os burocratas dificuldades para medir as quantidades de lixo por domicílio. É possível estabelecer uma média, próxima do real, fazendo-se, por exemplo, o cálculo por habitante. Uma família pobre e uma de classe média produzem quantidades muito parecidas de lixo. Pode-se, até levar em conta o padrão sócio-econômico do morador, monitorando, por amostragem, o lixo em zonas específicas. Repito, MONITORANDO a quantidade de lixo e não chutando por área construída, o que é uma tremenda safadeza. As distorções são gritantes. Em casos especiais, a fonte produtora dos resíduos é responsável pelo seu destino. É o caso do lixo hospitalar. Nem todos os geradores de resíduos especiais cumprem a legislação começando pela Prefeitura.

Fazendo um paralelo com o consumo de água, em alguns condomínios a taxa é cobrada sobre o consumo total dividido pelo número de moradias. Isto tem provocado consumo excessivo, pois sempre há quem esbanje o precioso líquido. Quem consome água moderadamente paga por aquele que a esbanja. Esse sistema está sendo substituído nesses condomínios, pois não é justo cobrar taxas iguais para consumos diferentes. Não seria assim com a taxa de lixo? Seria, mas com base na quantidade efetivamente produzida e não sobre a metragem da área construída. Se a incompetência e a demagogia eleitoreira de isentar as classes menos favorecidas não permitir outros parâmetros, então que se faça a divisão do custo pelo número de domicílios e tem-se uma média pelo menos mais próxima do real. Com taxa baixa, os contribuintes pagam e a Prefeitura arrecada sem distorções muito grandes. Houve época em que, num universo de quinze mil contribuintes, em São Borja, em torno de dez mil eram inadimplentes Em Santo Ângelo-RS, a taxa de lixo para o ano de 2010, foi fixada em R$67,05 Noticia-se que na cidade de São Paulo a taxa de lixo foi abolida porque os cidadãos já pagam o IPTU.

Outra aberração é a cobrança casada do IPTU com a Taxa de Lixo. O IPTU tem natureza diferente da taxa de lixo. A cobrança casada não dá a opção de pagamento só do imposto. Assim, muitos que poderiam pagar o IPTU ficam inadimplentes, inscritos no CDA - Cadastro de Dívida Ativa. Perde o Município e perde o cidadão com abalo de crédito, infernizando-lhe a vida. Que Deus nos proteja das maracutaias!



Fotos: Darci Bergmann
Caixas de compostagem: uma das soluções simples para redução do volume de lixo