Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

24 de julho de 2014

Bilhões para a Copa. Saúde e meio ambiente em colapso

Por Darci Bergmann

   Passada a euforia da Copa, a realidade brasileira se mostra dramática. Os bilhões gastos em obras superfaturadas poderiam resolver boa parte dos problemas de saúde e melhorar as condições ambientais de muitas cidades. 
   O pano de fundo de sediar a Copa no Brasil foi a expectativa de que a seleção nacional seria hexacampeã e traria dividendos políticos ao governo. Nada tenho contra o futebol, pois pratiquei esse esporte quando mais jovem. Praticar esportes faz bem à saúde.   O que se discute é a manipulação desse esporte de massas no interesse de magnatas poderosos e de governos que pretendem se perpetuar no poder. Por ironia, na maior parte das cidades, a população já não encontra nem espaços adequados para jogar futebol. Os terrenos 'baldios', onde se localizavam milhares de campinhos de futebol estão em extinção. Eram vistos como áreas de especulação. Os que sobraram são alvos de invasores rotulados como 'trabalhadores sem teto', muitos deles bem vestidos, com celulares de modelos caros. Esses 'trabalhadores' que não trabalham tem todo o tempo de sobra para se articularem e exigirem moradia. Quando são atendidos, logo outros grupos surgem e a ciranda não pára nunca. Transformaram-se num 'movimento social' notoriamente manipulado 
   Assim, as cidades vão inchando cada vez mais, por conta da falta de uma política de planejamento familiar. A poucos dias, num depoimento na televisão, uma dessas 'sem-teto' e mãe de cinco filhos, aparentando no máximo trinta anos, revelou estar grávida do sexto filho. Alegava direito à moradia e exigia que as autoridades resolvessem o problema. Logo seus outros filhos estarão reivindicando moradia também. Sem emprego, filhos pequenos e a prole aumentando, o custo social é jogado ao poder público e este exigirá que a conta deverá ser paga por todos nós, com nossos impostos. Ouvi certa vez de uma adolescente grávida o seguinte: 'não me preocupo com o sustento do filho porque agora tem ajuda do governo'. Em outras palavras: 'se eu não puder sustentar o meu filho, a sociedade que assuma'. 
   O inchaço das cidades e a ocupação crescente de novas áreas não é sinal de desenvolvimento. Talvez seja o prenúncio da derrocada ambiental cada vez mais iminente. 
Os novos projetos habitacionais deveriam pelo menos contemplar sistemas de captação de águas pluviais, aquecimento solar e placas fotovoltaicas para reduzir os impactos decorrentes. Mas isto quase não ocorre porque a demanda por novas moradias é sempre maior. Então é preciso reduzir custos e com prejuízo à qualidade das obras. Muitas delas, tão logo sejam ocupadas, apresentam defeitos que exigem reparos e os custos aumentam.
   Não seria então o caso de se implantar uma política séria de planejamento familiar? Hoje, a ciência médica coloca uma infinidade de opções que permitem à mulher bem orientada evitar uma gravidez indesejável. Mas essas opções parecem não estar ao alcance de uma faixa da população. Seria mais barato para o poder público trabalhar mais a questão social, com planejamento familiar à população de baixa renda.
   Se há dinheiro para estádios pomposos, obras temporárias como algumas só para o período da Copa e propagandas oficiais bilionárias nos meios de comunicação, então deve sobrar algo para aplicar em saúde, planejamento familiar e melhorias ambientais. 
   Por falar em gastos com propagandas oficiais, um conhecido meu disse o seguinte. 'Desconfie dos governos que gastam demais com propagandas. Eles são os que menos fazem pela população'.  
A meu ver parece que a Copa de 2014 mostrou isso. O governo federal desperdiçou bilhões de reais, muitos não rotulados como gastos para a Copa. A mobilização de todo o aparato das forças de segurança, com estadias, combustível e outras despesas de custeio teve um custo altíssimo, que não aparece nas contas oficiais. 
E mais um problema de saúde agora se escancara: o dos hospitais filantrópicos, que trabalham no prejuízo, porque o governo federal, esse das propagandas bilionárias, não faz o ressarcimento justo dos serviços por eles prestados.  
Acorda Brasil. Mudar é preciso.
   

5 de junho de 2014

Os nossos solos também são cisternas de água


 Por Darci Bergmann

  Lá no meio do brejal silencioso,  entre aromas e o adejar de borboletas, encontro mais um motivo   de gratidão a Deus quando mato a sede com a água pura que brota das entranhas da terra.
  

   Quero me reportar à água, em especial sobre a importância de armazená-la no solo, melhorando as condições de infiltração e recarga dos aquíferos. Nos últimos anos temos desenvolvido muito a capacidade de armazenar água na superfície – através das barragens e o seu uso na irrigação das lavouras. Isto já é um avanço, mas ainda não o suficiente para resolvermos a crise de água. No atual momento, em muitas regiões, as populações e as lavouras amargam grandes perdas com a escassez de chuvas. As comunidades e gestores públicos se mobilizam para ampliar os sistemas de armazenamento de água. Os cuidados começam com a conservação do solo e dos ambientes naturais de recarga. 


   É de fundamental importância melhorar a infiltração de água no solo

Isto se consegue com o aumento da cobertura vegetal, investimentos em arborização e na preservação e recuperação dos banhados.     Preocupa o fato de que alguns técnicos recomendem a utilização das águas profundas para irrigação de lavouras sem medidas que melhorem a recarga desses mananciais. As consequências podem ser o esgotamento dessas reservas. Demoram meses, anos e décadas para que uma parte das águas das chuvas chegue novamente a esses reservatórios subterrâneos. E o quadro se agrava com a expansão urbana que impermeabiliza a superfície do solo.

A vegetação forra a superfície do solo e, junto com as raízes,
aumenta a infiltração das águas pluviais.


   Os banhados desempenham um papel importante na reposição da água

Eles fazem o efeito esponja, retendo a água das chuvas que vão se infiltrando nas camadas mais profundas. A drenagem dos banhados acelera o escoamento das águas. O acréscimo de mais alguns hectares de terra drenada não traz ganho real, quando se perde o principal fator de uma boa colheita - a água.

Banhados e brejos retardam as enchentes e recarregam
os mananciais.


   A água dos reservatórios de superfície – açudes - sofre perdas expressivas pela evaporação.

 A baixa umidade relativa do ar, a incidência de ventos e as altas temperaturas quase sempre coincidem com os meses de poucas chuvas.

   O assoreamento da bacia de acumulação dos açudes também reduz a capacidade de estocagem de água.

Nesses casos, muitos proprietários procuram aumentar a altura da barragem, o que nem sempre é a melhor solução. Isto porque aumenta a área alagada com perdas de vegetação nativa e a maior superfície de lâmina de água expõe a maiores perdas por evaporação. Quando é feita a ampliação da barragem, é de suma importância fazer arborização no entorno do açude, como preconiza o Código Florestal.

   Nas pequenas propriedades

 Algumas práticas conservacionistas podem resultar em melhor aproveitamento da água. Pelo menos garante água para o consumo humano e para alguns animais. Aqui me refiro à água subterrânea de pequenos poços – os chamados poços de balde. Quanto mais arborizada a área, maior será a infiltração da água das chuvas. Terraços em nível, pequenas barragens e a preservação dos baixios úmidos são medidas que fazem a diferença nas épocas de seca. Formei experiência nessa área aplicando os conceitos da cobertura vegetal – principalmente arborização e recuperação de um pequeno banhado de menos de um hectare. Um poço com diâmetro de 0,10 m e com profundidade de16,00 m era a única garantia de água no período de estiagens. Com o passar dos anos, a parte reflorestada e a várzea recuperada aumentaram a retenção de água. Agora, pequenos poços revestidos de tijolo e com bocal cimentado também garantem água mesmo nos meses críticos. Um desses poços tem apenas dois metros de profundidade. Escavado num leito pedregoso, manteve sempre uma lâmina de 0,30 m de água fria e cristalina, no mesmo período de escassez em que poços mais profundos da região secaram. A vazão desse poço não permite sonhar com irrigação em escala, mas garante água potável de boa qualidade a uma família média. 
 O custo é destinar parte das terras à preservação dos mananciais.




   É desalentador ver a estiagem castigando os campos, as lavouras e as árvores perdendo as folhas. Os riscos de queimadas aumentam e parece não existirem alternativas de permanência no campo. Mas, quando chove, o cenário muda completamente e o ânimo se renova. É nesse momento de reflexão que nós humanos precisamos tomar consciência de que a natureza precisa ser  entendida e não hostilizada com mais destruição. Essa reverência aos ambientes naturais é uma forma de gratidão ao Princípio Criador que faz uma ligação entre o sagrado e a sustentabilidade. 

Lá no meio do brejal silencioso,  entre aromas e o adejar de borboletas, encontro mais um motivo de gratidão a Deus quando mato a sede com a água pura que brota das entranhas da terra.
  
   

14 de agosto de 2013

A face oculta da modernidade

Por Darci Bergmann


  Charles Chaplin chamou atenção quando fez o filme Tempos Modernos. Satirizou os exageros da modernidade e da automação industrial. Toda a evolução tem o seu preço e não seria diferente com os avanços tecnológicos de hoje. A boa qualidade de vida nem sempre é proporcional à tecnologia. Alguns avanços são inegáveis, mas existem situações em que a tecnologia aplicada se dá às custas de jornadas estafantes, geração de lixo e um consumismo que exige cada vez mais de quem quer se manter atualizado.
   A produção industrial moderna e globalizada está espalhando pelo planeta uma nova versão de trabalho escravo. Em todos os setores da produção industrial existem mazelas sociais que são mascaradas pelas empresas e de certa forma aceitas pela sociedade consumista.
   No que tange à parafernália eletrônica e das comunicações, a questão é ainda mais preocupante. Modelos novos, com pouco diferencial daqueles que a gente usa, são oferecidos com o rótulo de mais avançados, numa rapidez impressionante. O mercado está repleto de ofertas que atraem consumidores cada vez mais obcecados por novidades. E as sobras dessa troca constante de bugigangas faz com que o ambiente fique saturado de lixo. Nem os rios escapam do descarte irresponsável dos produtos que a modernidade induzida tornou obsoletos. 
    Para alguns setores da sociedade e para algumas corporações, a sustentabilidade apregoada parece mais uma jogada de efeito publicitário. E ainda tem consumidores que se satisfazem apenas com as aparências. Desconhecem a face oculta da  modernidade.
________________________________________________
Mais sobre o tema:
Samsung é processada em R$ 250 milhões por condições de trabalho em Manaus
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma Ação Civil Pública contra a gigante do setor de eletrônicos Samsung por alegações de más condições de trabalho na fábrica da empresa na Zona Franca de Manaus. Por meio da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região, o MPT cobra da multinacional sul-coreana indenização de R$ 250 milhões por danos morais coletivos. Segundo a ação, ajuizada no dia 9 de agosto de 2013, e tornada pública pela ONG Repórter Brasil, a inspeção na fábrica identificou "graves" infrações trabalhistas na fábrica, que emprega cerca de 6 mil empregados e abastece toda a América Latina.

Entre as irregularidades alegadas pelo 
MPT estão submissão de trabalhadores a jornadas exaustivas (de até 15 horas diárias); ritmo de trabalho incompatível com a saúde dos funcionários; insuficiência de pausas de recuperação de fadiga; exigência reiterada de horas extras habituais; não-concessão do repouso semanal remunerado; trabalho em dias de feriados nacionais e religiosos e falta de planejamento do posto de trabalho para posição sentada, entre outros.

Questionada pela 
BBC Brasil, a Samsung disse que realizará "uma análise do processo" e cooperará "plenamente com as autoridades brasileiras" assim que for notificada.

"Estamos comprometidos em oferecer aos nossos colaboradores ao redor do mundo um ambiente de trabalho que assegura os mais altos padrões da indústria em relação à segurança, saúde e bem-estar", disse a empresa em comunicado.

Problemas de saúde

De acordo com os procuradores, somente em 2012, mais de 2 mil trabalhadores da fábrica tiveram de se ausentar do trabalho por até 15 dias por motivos de saúde, como problemas na coluna, casos de tendinite e bursite, além de outros distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, conhecidos como DORT.

Em um dos depoimentos colhidos pelos promotores, um funcionário relatou sentir dor nas pernas por "ficar até dez horas em pé". "Tem direito a duas saídas por dia, com 10 minutos cada; quando esses dez minutos são ultrapassados, há cobrança por parte dos líderes", diz a ação. Um outro trabalhador contou que revisa cerca de 2 mil celulares por dia, e outro afirmou que embala 2,7 mil aparelhos por dia.

O procurador Ilan Souza, que ajuizou a ação, disse à 
BBC Brasil que "foi constatada uma jornada de trabalho muito extenuante" na fábrica e que os problemas já haviam sido detectados em 2011, mas não foram solucionados. Ele pede que a empresa estabeleça pausa de dez minutos para os funcionários a cada 50 minutos trabalhados.

Tempos Modernos

Uma tabela compilada pela procuradoria alega ritmo acelerado de trabalho dos funcionários da 
Samsung em Manaus, comparando-o ao do filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, em que o protagonista sofre um colapso nervoso por trabalhar jornadas exaustivas em uma fábrica.

Para montar uma televisão na fábrica da 
Samsung, o funcionário dispõe de apenas 65 segundos, diz a ação do MPT. O próximo funcionário da linha de montagem tem então 4,8 segundos para colocar o aparelho na caixa. A montagem de um celular leva apenas 32,7 segundos e a de um smartphone requer pouco menos de dois minutos.

Segundo os procuradores, em um dia, os trabalhadores fazem três vezes mais movimentos repetitivos por minuto do que o limite estipulado para evitar problemas causados por LER (lesões por esforço repetitivo).

"Este laboratório de infrações aos direitos fundamentais dos trabalhadores foi objeto de dezenas de autos de infrações em maio de 2011, maio de 2013 e julho de 2013, denotando que a ré (
Samsung) não tem a menor intenção em cumprir a legislação trabalhista e adequar o seu meio ambiente de trabalho", diz a ação.

MPT acrescentou que a Samsung foi orientada quanto às normas de segurança e saúde no trabalho 162 vezes desde 1996, "o que afasta qualquer argumento no sentido de que as fiscalizações empreendidas não tiveram caráter orientador".

No segundo trimestre deste ano, a 
Samsung obteve lucro líquido recorde de cerca de US$ 7 bilhões e superou o desempenho financeiro da concorrente Apple.

Fonte: 
BBC Brasil

Fonte acessada: AGROSOFT


18 de setembro de 2012

UERGS reivindica terras para estudos e pesquisas


Por Darci Bergmann


  Professores e estudantes da UERGS, em São Borja, estão fazendo estudo geoambiental de uma área de terras que havia sido destinada à UFSM e ocupada em parceria pela FEPAGRO.
   Os alunos da UERGS foram divididos em grupos temáticos, tais como de flora, fauna, solos, entre outros. O objetivo é fazer o levantamento da área e propor um projeto que leve em conta as potencialidades do local, dentro de uma visão de sustentabilidade.
   Ao mesmo tempo, o trabalho pretende chamar atenção das autoridades para que a área, antes pertencente à Universidade Federal de Santa Maria-UFSM, tenha um aproveitamento dentro dos objetivos da educação e pesquisa. É assim que consta no decreto-lei nº 707, de 25 de julho de 1969, onde a União repassou uma área de 434 hectares à UFSM. Esta teria vendido a gleba ao Estado pelo valor de dez milhões de reais, conforme noticiou o jornal A Razão, de Santa Maria/RS.
    A negociação da área causou surpresa e preocupação pelo fato de que poderia haver destinação da gleba para assentamentos de ‘sem-terras’ ligados ao MST. Isto seria um desvio de finalidade, a um custo alto, enquanto universidades da cidade e região não dispõem de áreas para estudos e práticas de campo.
  Os estudantes visitaram também um projeto pioneiro de recuperação de áreas degradadas e sistema de produção sustentável – agrossilvicultura – em área de 15 hectares, no sítio do ambientalista Darci Bergmann. Nesta área, hoje existem centenas de espécies florestais e arbustivas nativas e exóticas. Constituem um valioso banco genético de espécies. A partir desse núcleo, é possível estabelecer um novo modelo de exploração sustentável em toda área antes pertencente à UFSM.
   Também puderam avaliar uma área com regeneração natural de espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas, sob os cuidados da Associação São Borjense de Proteção ao Ambiente Natural – ASPAN, dentro de área maior que pertencia à UFSM. Os ambientalistas, de forma voluntária, fizeram a semeadura e o plantio de espécies florestais em área de antiga lavoura. Cuidaram da área por muitos anos, inclusive com sistema de prevenção às queimadas. Esta área foi invadida por um operador de máquinas ligado ao MST, que já causou impacto ambiental com descapoeiramento não autorizado. A ASPAN deliberou por apresentar queixa-crime na polícia civil pela invasão da área pública sob sua tutela, bem como de casa de moradia onde antes morava um funcionário da FEPAGRO. Da mesma forma a Patrulha Ambiental - PATRAM, em inspeção rotineira, constatou o descaminho ambiental do invasor, já autuado na forma da lei.











8 de fevereiro de 2012

Valor da biodiversidade

MEIO AMBIENTE

O desaparecimento da floresta é também o desaparecimento das espécies. Isso tem consequências devastadoras – inclusive para a economia.

A borboleta Rainha Alexandra, da Nova Guiné, é a maior do planeta
Aqui, a maior borboleta do mundo, a Rainha Alexandra, de 28 centímetros de envergadura, bate suas asas. Mais adiante, pousa uma ave-do-paraíso, que com sua plumagem colorida e exuberante é o pássaro símbolo da Nova Guiné. Na árvore seguinte, você pode encontrar um canguru-de-manto-dourado ou, no chão, um sapo "Pinóquio". A biodiversidade da Nova Guiné é incomparável – mas está ameaçada.

Ave-do-paraíso: não apenas bela
Ainda existem florestas intocadas, por enquanto a ilha ainda é pouco povoada, mas a população de Papua Nova Guiné está crescendo. E com isso cresce também a pressão sobre a mata e sobre os animais. A floresta é desmatada para dar lugar a lavouras e plantações, para o uso da terra e para o corte seletivo de madeiras nobres. Muitas espécies animais da Nova Guiné já estão ameaçadas, por pertencerem exclusivamente a zonas muito restritas. Se o seu habitat desaparece, elas não têm para onde ir e, na pior das hipóteses, morrem.
Mais de 100 espécies por dia
Projetos com as populações indígenas, que separam as áreas de manejo das áreas de proteção permanente, ajudam a estabelecer zonas de retiro. Tais medidas são urgentemente necessárias: dois milhões de espécies da fauna e da flora estão atualmente catalogados pela ciência. Segundo estimativas da ONU, cerca de 130 espécies desaparecem por dia no mundo.
"Isso corresponde a um ritmo cem a mil vezes mais rápido do que o processo evolutivo natural", diz Andrea Cederquist, especialista em biodiversidade da organização ambiental Greenpeace. A variedade genética da vida sobre a Terra está diminuindo. Quantas espécies desaparecem por dia na Nova Guiné, ninguém sabe dizer. E ninguém sabe também quais serão as consequências. "O aquecimento global e a perda da biodiversidade estão conectados, e isso leva a uma reação em cadeia que não podemos avaliar", diz Cederquist.

E se elas desaparecessem?
A ciência é unânime: as repercussões do aquecimento global e da perda da biodiversidade são absolutamente imprevisíveis. Não é apenas uma questão de saber se nas montanhas da Nova Guiné há uma espécie a menos de ave-do-paraíso, mas quais são as relações vitais entre os organismos – e em que velocidade o sistema todo pode entrar em colapso pela falta de um elemento essencial ao ciclo da vida.
O pesquisador de formigas Bert Hölldobler fez uma experiência: se devido a uma epidemia as formigas morressem, haveria uma catástrofe ambiental devastadora. A maioria das florestas iria morrer. Primeiro as plantas, depois os herbívoros. A perda da biodiversidade aceleraria de forma vertiginosa, levando a um colapso de todo o ecossistema terrestre.
Com os recifes o cenário é semelhante. Se os corais morrerem por causa do aumento da temperatura da água, todo o ecossistema entra em colapso rapidamente. "Disso todo mundo sabe, mas não se toma nenhuma atitude", diz a especialista Cederquist.
Custos gigantescos

Proteção e uso da floresta para os nativos
Talvez haja um aumento de esforços para proteger a biodiversidade quando as perdas econômicas causadas pela degradação ambiental passarem a chamar mais atenção. O montante atual já é de 2 a 4,5 bilhões de dólares por ano, como comprovou o estudo "A economia dos ecossistemas e da biodiversidade" em julho de 2010. O estudo foi feito em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a consultora PricewaterhouseCoopers.
Comprovou-se, por exemplo, o desempenho econômico dos insetos: só com a polinização das plantas, eles têm uma contribuição de até 190 bilhões de dólares por ano na produção agrícola.
Autor: Oliver Samson (ff)
Revisão: Roselaine Wandscheer
___________________________________________________________
Mais sobre o tema:
   Afinal a biodiversidade sobe ao primeiro plano É muito importante e bem-vinda para o Brasil a notícia de que o professor Bráulio de Souza Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, está ascendendo ao cargo de secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, a convite do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O comentário é do jornalista Washington Novaes em artigo no jornal O Estado de S.Paulo, 03-02-2012.
Eis o artigo.

   Competente e experimentado na área - onde atua há muito tempo -, Bráulio concorreu com outros 66 indicados para o cargo. Sua principal tarefa - dificílima - será levar à prática o protocolo assinado em Nagoya em 2010 que pede a ampliação, para 17% da superfície planetária, das áreas de conservação da biodiversidade em terra e para 10% das de ecossistemas marinhos e costeiros, incluídos os mangues. O protocolo, ao qual já aderiram 70 países, precisa ser ratificado por pelo menos 50 - mas somente seis já o fizeram.

   Entre as metas para o período que vai até 2020 está a de chegar a um acordo entre países - e em cada um deles, entre empresas, cientistas e povos tradicionais que detêm o conhecimento - sobre repartição de benefícios em produtos derivados da biodiversidade. E também tornar prioritário o tema da biodiversidade, que o próprio secretário executivo reconhece que ainda não é relevante para as sociedades, principalmente em meio a uma crise econômica (Valor, 23/1). Talvez por isso mesmo, especialistas calculam entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões as perdas anuais nessa área. A perda líquida de florestas no mundo, por exemplo, chegou à média de 145 mil quilômetros quadrados anuais entre 1990 e 2005 (30/11, 2011), segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Ainda assim, no último ano as florestas correspondiam a 30% da superfície terrestre.

   Mas, diz ainda a FAO, em 25% da superfície do planeta a desertificação é total, por causa de erosão do solo, degradação da água e perda da biodiversidade; em 8% a degradação é moderada; em 36%, "leve". Como, nesse quadro, conseguir aumentar a produção de alimentos em 70% até 2050, para atender pelo menos mais 2 bilhões de pessoas e eliminar a fome de pelo menos 1 bilhão - sem falar que o investimento necessário para isso terá de ser de US$ 100 bilhões anuais? Nesse quadro, lembra o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) que já estamos consumindo recursos naturais 30% além da capacidade de reposição do planeta.

   É uma riqueza enorme desperdiçada. Edward Wilson, um dos maiores especialistas na área, lembra que, embora saibamos muito pouco, já estão identificadas 280 mil espécies de plantas (que podem chegar a 320 mil), 16 mil de nematoides (que podem ser 15 milhões), 900 mil de insetos (talvez 5 milhões). Podemos ter de 5 milhões a 10 milhões de espécies. Em uma tonelada de terra fértil podem estar 4 mil de bactérias. O comércio mundial de produtos naturais já está perto de US$ 4 trilhões anuais (talvez um quarto do comércio total), o de medicamentos derivados de plantas, em US$ 250 bilhões/ano. Robert Costanza e outros economistas da Universidade da Califórnia calcularam em US$ 180 trilhões anuais (o triplo do PIB mundial) o valor dos serviços que a natureza presta gratuitamente - fertilidade do solo, regulação do fluxo hídrico, regulação do clima -, se estes tivessem de ser substituídos por ações humanas.

    Por aqui mesmo a questão é grave, com a perda de florestas na Amazônia ainda acima de 7 mil quilômetros quadrados anuais, o Cerrado já sem vegetação em 50% da área (85 mil km2 perdidos em sete anos) - no país que tem entre 15% e 20% da biodiversidade planetária. Uma esperança está no fato de que o governo federal recolhe em consulta pública sugestões da sociedade (academia, governos, populações tradicionais, segmentos sociais) para um plano estratégico destinado a implementar até 2020 as recomendações da convenção. E também estuda como avançar na complicada questão da repartição dos frutos da exploração da biodiversidade. Pensa-se até em criar uma taxa de 3% sobre o faturamento público - as empresas não concordam (O Globo, 22/1).

   É preciso correr. Como lembra Bráulio, a cada ano estamos descrevendo em média mil espécies novas no Brasil, que se somam às 41.121 espécies vegetais já conhecidas, 9.100 marinhas, 2.600 de peixes, dezenas de milhares de animais: "Estamos sentados em um baú de ouro e não sabemos o que fazer com ele" (Estado, 2/9/2010). Mas em Nagoya se calculou que serão necessários US$ 300 bilhões anuais (cem vezes mais do que hoje) em financiamentos dos países industrializados aos demais para cuidarem da biodiversidade. Porque em cem anos 75% da biodiversidade de plantas alimentares já se perdeu - 22% das espécies de batata, feijão, arroz ainda podem ser perdidas. Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, chega a propor que o capital natural seja incluído nos cálculos do produto interno bruto (PIB) de cada país.

   A posição brasileira será única se isso acontecer. Como já tem sido lembrado aqui, além da maior biodiversidade, temos 13% da água superficial do mundo, território continental, possibilidade de matriz energética "limpa" e renovável. O Brasil pode ser uma "potência ambiental", diz Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento no Ministério da Ciência e Tecnologia - chamando a atenção para as questões graves na Amazônia e no Cerrado. Às quais é preciso acrescentar as que sobrevirão se o novo Código Florestal aceitar muitas das propostas que estão na mesa; se o governo não prestar atenção à proposta do professor Aziz Ab'Saber de criar, em lugar dele, um Código da Biodiversidade específico para cada bioma, cada região; se continuar esquecida a proposta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de desmatamento zero na Amazônia e forte investimento, ali, na formação de cientistas para trabalharem com a biodiversidade.

   Caminhos há, certamente. E a ascensão de um brasileiro à secretaria executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica pode dar forte impulso a eles.




11 de novembro de 2011

Antigamente não tinha essa "onda verde"

Foto: Darci Bergmann


Recebido por e-mail*


Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma  vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração  não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as  garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos  à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e  esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas,  usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro  de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois  quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.  Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é  que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as  roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre  novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles  dias. Naquela época tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não  uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço,  não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia  máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um  pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo,  não plástico-bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que  exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a  uma academia e usar esteiras que também funcionam à eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de  comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora  todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou  sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em bicicletas  ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi  24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de  tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós  não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas  de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente,  mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na  minha época?




  *Não foi identificada a autoria do texto. 



  

4 de junho de 2010

A FLORESTA COMO PROTETORA DO SOLO

Foto Comentada*

Por Darci Bergmann

Muito já se falou sobre a importância das florestas nativas na manutenção do equilíbrio ecológico. Aqui o termo floresta pode significar uma vegetação arbustiva ou até mesmo uma capoeira precursora de formação florestal mais densa. Em termos de proteção do solo, essa cobertura vegetal é imprescindível em alguns casos. Não preservá-la pode resultar em perdas incalculáveis de solo que fica à mercê da erosão. No momento em que se discute a alteração do código florestal, seria importante que os políticos prestassem mais atenção aos recados da natureza. Alegam alguns que os proprietários rurais seriam prejudicados caso a legislação atual fosse cumprida na íntegra. E quando emerge a questão social há que se buscar alternativas. No entanto, o tema parece envolver outros aspectos que não os ambientais. Há um determinado setor da sociedade que não quer nenhuma limitação no seu afã de produzir, não importa se alimento ou qualquer outra cultura. Nesse ponto reside o conflito para aceitação do código florestal. Um produtor rural pauta a sua atividade buscando lucro como qualquer outro empreendimento. Agora, é incompreensível que isso se faça sem um mínimo de preocupação com a sustentabilidade. Tenho visto algumas pessoas - e políticos entre elas - que fazem um discurso eivado de asneiras, desviando o foco das discussões. Há poucos dias, li na revista do CREA/RS matéria de um colega, engenheiro agrônomo, preocupado com a posição das entidades ambientalistas, que a seu juízo, estariam sendo financiadas pelo capital estrangeiro. O intuito dessas ONGs seria desestabilizar a produção brasileira de alimentos. Esqueceu-se o ilustre colega de dizer que nem todos os produtores rurais são efetivamente produtores de alimentos. É o caso da produção de tabaco, entre outros. Quanto às ONGs, parece que estão preocupados com entidades tipo Greenpeace, cujas sedes mundiais estão fora do Brasil. Ora, se é por isso, basta ver onde ficam as sedes das empresas que produzem agrotóxicos e outros insumos de produção. O político Aldo Rebelo mandou e-mails em que acusa o Greenpeace de estar a serviço de interesses estrangeiros, pois a sede dessa ONG é na Holanda. Só falta dizer que algumas dessas organizações tem braço armado e podem dispor de armas nucleares.

O festival de besteiras desse tipo é para encobrir os aspectos torpes da chamada reforma do código florestal. A discussão deve ser de cunho ambiental, visando garantir a integridade do patrimônio natural brasileiro às futuras gerações. Ninguém é contra a produção de alimentos, até porque esses podem ser produzidos com menos impactos ambientais. Há que se ter uma boa legislação que garanta a sustentabilidade da produção primária. Dezenas de milhões de hectares de terras brasileiras já foram degradadas pela não observância do código florestal, que não é tão novo assim. A primeira versão é de 1934. O que mais ameaça a produção de alimentos é a produção só no afã de ter lucro sem a preocupação de conservar o patrimônio natural.

*A foto acima mostra claramente a importância da cobertura florestal em áreas de declive acentuado. A encosta protegida não apresenta sinais de erosão. Mais abaixo, o pastoreio excessivo mostra os seus efeitos com as vossorocas já em estágio avançado. É provável que antes da pecuária extensiva, esse solo arenoso tenha sido usado como lavoura. Milhões de hectares de terras brasileiras precisam da proteção das florestas nativas. Outros aspectos relevantes dessas matas referem-se à conservação dos mananciais de água, da biodiversidade e da retenção de CO² para citar alguns.

21 de maio de 2010

PRÁTICAS AMBIENTAIS NO FAZER PEDAGÓGICO

                                         


Por Darci Bergmann

        Dentro da programação do 17º Seminário de Educação - Internacional, em data de 21 de maio corrente, ministrei  minicurso sobre o tema Práticas Ambientais no Fazer Pedagógico, em Giruá-RS. Em torno de 70 pessoas de vários municípios acompanharam esse minicurso. O Seminário reuniu um público estimado em 600 pessoas. Apresentei algumas experiências práticas que podem auxiliar na pedagogia das questões ambientais.
Práticas simples e que nem sempre precisam de estruturas complexas podem ser valiosas nessa questão.
        Entre os tópicos abordados há o que se refere à Gestão Ambiental na Escola, tendo como objetivo final a Escola Sustentável. Este é um conceito quem vem sendo trabalhado, tornando a escola mais dinâmica, ou seja, criando-se um cenário onde todo o espaço físico da instituição deve ser adaptado para uma nova forma de educação ambiental, a partir de um diagnóstico ambiental elaborado por um Grupo de Trabalho Ambiental, interdisciplinar.
       Roteiro para implantação da Gestão ambiental na Escola - como primeira medida, deve-se criar um Grupo de Trabalho Ambiental - GTA, composto por docentes, alunos e funcionários, tendo um coordenador. O GTA irá fazer um Diagnóstico Ambiental, a partir de observações e sugestões colhidas na comunidade escolar. O diagnóstico ambiental leva em conta os temas mais evidentes em cada escola, tais como resíduos sólidos, arborização, poluição sonora, água, energia, aspectos administrativos que podem auxiliar na reduçaõ de desperdíos, etc.
       Definição dos temas prioritários para serem trabalhados e cronograma por semestre ou ano. A cada semestre ou ano são adionadas novas ações, mas sem interromper aquelas já implantadas. Periodicamente fazer uma avaliação dos resultados e correção dos rumos se for o caso.
       Equipe diretiva - A equipe diretiva da escola deve ter a vontade expressa de implantar um sistema de gestão ambiental, pois o sucesso em grande parte dela depende. 
Uma vez constituído o GTA, realizado o diagnóstico ambiental, elencadas as prioridades e o cronograma de atividades, tudo fica mais fácil. Começar pelas ações mais simples, pois elas quase sempre dão melhores resultados.
      
                                                          

25 de janeiro de 2010

CONSUMIDOR CONSCIENTE



Por Darci Bergmann
- Avalie bem a propaganda. Evite o supérfluo e aquilo que é produzido sem responsabilidade ambiental. A propaganda barulhenta perturba o sossego público e ainda prejudica a saúde.
- Produtos descartáveis, tais como barbeadores, copos e garrafas de cerveja aumentam o lixo e desperdiçam recursos. Dê preferência àquilo que não produz lixo ou que pelo menos o reduza. Até as sacolas descartáveis podem ser evitadas.
- Fumante, não fume perto de crianças e em ambientes fechados. Não jogue tocos de cigarro acesos pela janela do carro. Muitas queimadas começam assim.
- Escolha os alimentos pelos seus nutrientes. Evite os enlatados. Eles contem aditivos químicos. Faça você mesmo sucos, como alternativa aos refrigerantes calóricos.
- Se possível faça sua própria horta e cultive sem agrotóxicos. Existem produtos biológicos para o controle de pragas e moléstias. Pássaros, sapos, rãs e lagartixas são predadores de insetos e outras pragas. Proteja-os. Plante árvores. Elas atraem aves, amenizam o calor, reduzem a radiação ultravioleta e diminuem o aquecimento global.
- Pulverizações domiciliares de veneno liberam vapores tóxicos. Mosquiteiros e telas protegem contra os mosquitos. Produtos de limpeza podem conter fenóis prejudiciais à saúde. O branqueamento do papel também libera substâncias tóxicas. Prefira o papel reciclado ou o papel virgem não branqueado.
- Em casa ou no local de trabalho, separe o lixo em ORGÂNICO: folhas, cascas de frutas, etc.; SECO: vidros, latas, plásticos, papel limpo, etc.. O orgânico se transforma em adubo. Com tijolos, tábuas, sacos de plásticos ou outros materiais faça caixas de compostagem. Folhas, aparas de grama e papel higiênico podem ser adicionados e se transformam em húmus. Doe ou venda o lixo seco. Pilhas, baterias de celular e lâmpadas fluorescentes devem ser devolvidos no local onde foram comprados. Pilhas recarregáveis geram menos lixo.
- Poupe energia, poupe água. Não deixe luzes acesas em compartimentos vazios. Desligue o chuveiro enquanto estiver se ensaboando. Feche a torneira durante a escovação dos dentes. Ande menos de carro e, se possível, utilize o transporte coletivo.
- A Natureza faz bem. Não jogue lixo nas praias, praças, parques e ruas. Quando acampar, evite fogueiras junto às árvores. Ao sair, não deixe brasas ou fogo. Recolha o lixo do local. Os excrementos devem ser enterrados. Não retire plantas e animais do ambiente. A melhor lembrança é a fotografia ou a filmagem.
- NÃO SE OMITA! Um consumidor consciente faz bem ao nosso planeta.