20 de março de 2010

ANO DA BIODIVERSIDADE


O Ano de 2010 foi declarado como ano da biodiversidade. No mundo inteiro Milhares de espécies estão ameacadas de extinção. Efetivamente algumas já desapareceram para sempre.
O desaparecimento de espécies soa como um sinal de alerta, pois que o desaparecimento de umas pode levar à extinção de outras. Assim, nem a espécie humana ficará imune das Consequências desse desequilíbrio. Pensar que o crescimento populacional da espécie humana garante uma sobrevivência levar, pode uma equívocos. Excessivo O número de pessoas Fatalmente aumenta o consumo de matérias primas, energia e poluição numa ruptura perigosa das Condições de sustentabilidade. A biodiversidade DEVE ser protegida de várias formas. Entre algumas medidas estão uma criação de áreas de preservação, consumo consciente eo próprio controle da natalidade.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SEMA / RS, Estabeleceu oito áreas como prioritárias para biodiversidade no Estado. Veja um seguir:








18 de março de 2010

PRÁTICAS DE COMPOSTAGEM

Por Darci Bergmann
A compostagem é o processo de obtenção de fertilizante natural a partir da fermentação aeróbica de matéria orgânica. Em outras palavras, folhas, cascas, esterco animal, papel higiênico, restos de madeira, galhos de árvores, podem ser transformados em adubo orgânico. São descritos vários sistemas de compostagem. Assim, ela pode ser feita em pilhas de material orgânico sobre superfície impermeabilizada ou não. A impermeabilização da superfície é recomendada quando o material contém matéria orgânica com alto teor de água, caso de cascas de algumas frutas.
A fermentação produz um líquido escuro chamado chorume e este pode contaminar o solo. Normalmente o chorume pode ser evitado adicionando-se material palhoso, tipo folhas, maravalha, aparas de grama, etc. Estes materiais absorvem o chorume e isto acelera a fermentação.

 Palhas e folhas sobre o fundo da composteira
absorvem o chorume, caso este venha a se formar



TIPOS DE COMPOSTEIRAS: Em condições normais de restos orgânicos domésticos, a compostagem pode ser feita até mesmo em apartamentos, desde que utilizados recipientes adequados. Um sistema simples e barato é produzir o composto em sacos plásticos, tipo bags. Basta colocar folhas, restos de verduras, papel higiênico, etc num desses sacos plásticos. Se houver disponibilidade adicionar um pouco de terra. Após, umedecer o material, sem encharcá-lo. O saco é amarrado, deixando algum furo na parte superior para a saída dos gases oriundos da fermentação. De vez em quando desamarrar a boca do saco plástico para uma inspeção e entrada de ar. No comércio já existem dispositivos para a produção do composto orgânico em apartamentos

COMPOSTEIRA DE TIJOLOS - Há muitos anos instalei uma composteira de tijolos, rente a um muro, dividida em duas caixas. Cada caixa tem as seguintes dimensões internas: 1,85m de comprimento, 0,85m de largura e 1,20m de altura. O fundo foi revestido de argamassa. Na parede frontal foram deixados pequenos furos, com pedaços de tubos de polietileno de meia polegada, principalmente rente ao chão. Assim roedores não entram, mas minhocas têm acesso ao material. No composto tenho notado a presença até da minhoca-vermelha-da-califórnia (Eisenia foetida), que já é endêmica no terreno.


A primeira camada, no fundo da caixa, é sempre de matéria orgânica seca, tipo varredura de folhas, aparas de grama, casca de arroz ou similar para absorver o chorume. Depois, no dia a dia, é despejado o lixo doméstico, inclusive papel higiênico e sempre se cobre com um pouco de folhas de árvores ou apara de grama. Mesmo gravetos e galhos de árvores picados são ali colocados. Eles demoram um pouco mais para se decomporem. A maior parte do material fica pronta num tempo de 3 a 5 meses. No meu caso, em média só com o lixo doméstico leva até um ano para que as caixas fiquem cheias. As camadas mais de baixo já formam o húmus, matéria orgânica mineralizada. A retirada do material é simples, bastando remover a camada superior de palha. O composto é peneirado ali mesmo e o material não decomposto é devolvido ao processo, como inoculante de micro-organismos.


Caixas amplas facilitam o manuseio.
Remoção das folhas que
recobrem o composto.


Em épocas de poucas chuvas é preciso umidecer o material, pelo menos uma vez por semana.
De preferência utilizar água sem cloro, pois este é um germicida e, portanto, inibe em parte os micro-organismos que estão atuando na fermentação.

É recomendável cobrir a composteira com tela de sombreamento. Isso permite a aeração e a entrada da água das chuvas. Também não se geram moscas no processo.
A tela de malha fina impede que outros insetos infestem o local. O processo é absolutamente limpo e os microorganismos eficazes destroem outros germes patogênicos. A fermentação da matéria orgânica é um artifício espetacular da Natureza, que se recicla a cada momento e permite a vida no Planeta. Adaptá-lo à nossa realidade cotidiana é um dever de toda a pessoa ecologicamente responsável. Também reduz a quantidade de lixo recolhida pelas prefeituras e isto poupa energia e evita outros transtornos. E de quebra nos fornece um fertilizante natural que pode ser utilizado na horta, jardim, vasos de flores ou mesmo vendido quando em quantidade maior
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Composto peneirado, parecido com pó de café.


COMPOSTEIRA AMPLIADA - Fiquei tão empolgado com a compostagem, que fiz um dispositivo maior ainda, para aproveitar resíduos de folhas e podas de árvores de terceiros. O sistema tem quatro caixas de tijolos, com as seguintes dimensões internas cada um: 3,30m de comprimento, por 2,15m de largura, por 1,60m de altura. Os galhos de árvores são picados com facão ou similar e isto reduz o volume e permite melhor contato com as folhas. O ambiente se torna mais úmido. Restos de frutas são adicionados em camadas finas e por sobre elas uma camada de palhas, folhas ou apara de grama. Devido a um vendaval, as quatro caixas ficaram cheias com mais de meio metro acima da parede, isto em começos de dezembro de 2009. Em data de 17 de março de 2010, a decomposição fez baixar o nível do material, em média de 0,70m. O período foi chuvoso, o que acelerou o processo. Não houve mau cheiro nem se constatou a presença de insetos indesejáveis. Essa composteira não teve o fundo revestido de argamassa. Nem houve cobertura com tela de sombreamento porque a quase totalidade de material é de folhas e restos de podas de árvores.


                                                 

OBS.: Em caso de não cobrir o composto com terra ou telado, pode-se aplicar uma fina camada de cal virgem e isto evitará o surgimento do flebotomídeo conhecido como mosquito-palha, vetor da leishmaniose. A compostagem é um processo biologicamente seguro.
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Outro exemplo de composteira. 






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Outro exemplo de compostagem:

COMPOSTAGEM 100% VEGETAL

A Compostagem 100% vegetal utiliza matérias-primas renováveis e abundantes para obtenção de fertilizantes e substratos orgânicos. Aproveita resíduos e subprodutos de origem vegetal, que são isentos ou apresentam reduzida carga de contaminação química e biológica. É uma técnica muito simples, que pode ser utilizada com baixo custo e com reduzido emprego de mão-de-obra.


FONTE 

Dia de Campo na TV

Links referenciados

Dia de Campo na TV
hotsites.sct.embrapa.br/diacampo



POLÍTICAS PÚBLICAS PARA OS RESÍDUOS SÓLIDOS

Por Darci Bergmann


     A questão dos resíduos sólidos deve ser tratada de forma integrada, envolvendo vários atores sociais. A educação ambiental e o fomento de práticas simples, mas eficientes, constituem medidas factíveis de baixo custo, mesmo que os resultados não se dêem no curto espaço de tempo. Simplesmente delegar a empresas de coleta e destinar material a aterros sanitários não é solução definitiva. Se a responsabilidade pela produção e destino correto do lixo for dividida por todos, os custos serão diluídos e as pessoas vão se esforçar na solução dos problemas decorrentes.

   Três eixos da questão merecem abordagem: reduzir, reutilizar e reciclar. Em todos eles a educação ambiental deve estar inserida. Nesse processo devem entrar atores sociais como os catadores e as próprias famílias e empresas, além, é claro das instituições de ensino, organizações da sociedade civil, igrejas, clubes, etc.

A TAXA DE LIXO DEVE SER PAGA POR QUEM O PRODUZ

   Somente assim as pessoas vão ter consciência do problema e vão se esforçar na solução do mesmo. Isentar alguém do pagamento da taxa e jogar o custo disso para outras pessoas ou empresas é demagogia barata de quem não pensa em soluções sustentáveis. Quem está isento quase sempre se torna um poluidor, produzindo mais lixo e não tomando nenhuma medida de redução. As prefeituras podem estimular as pessoas de baixa renda, financiando-lhes, por exemplo sistemas de compostagem e contentores de lixo seco por tipo de material. Assim, ao invés de isenção, eles se tornarão classificadores dos resíduos e ainda poderão auferir renda com venda desses materiais. Trabalhar os resíduos na fonte é o sistema mais barato a longo prazo e só vão para aterro sanitário os rejeitos que são uma fração pequena do total de lixo.

     Ao invés da demagogia barata de isentar quem produz lixo, a legislação deverá ser no sentido de premiar com abatimentos quem menos o produz e faz a destinação correta dos resíduos.

COMPOSTAGEM DOMICILIAR E NAS EMPRESAS PODE REDUZIR 50% DO VOLUME DE LIXO.

    Em São Borja, muitas famílias antes da coleta seletiva oficial, já fazem a separação dos resíduos. Muitos fazem o composto orgânico, estimulados que foram desde 2003 e principalmente por atuação da ASPAN. A seguir é descrito um sistema de compostagem que pratico já há muitos anos. É muito simples e ao mesmo tempo eficiente. É motivo de visitação de centenas de pessoas todos os anos. Em que pese tudo isso e mesmo em função do meu trabalho gratuito na difusão dessa metodologia sou penalizado com uma lei draconiana, que prevê taxa de lixo pela metragem da área construída. Faço a separação de todo o material e destino aos catadores a quase totalidade da parte seca do lixo. Restam, por ano, menos de trinta quilos de rejeitos que são destinados à coleta pública. Numa atitude sem estudo maior, um número reduzido de pessoas da Prefeitura de São Borja, junto com a empresa Nova Era, elaborou projeto de lei penalizando grande parcela dos contribuintes com um projeto absurdo e que foi aprovado pela Câmara de Vereadores, tudo porque o Executivo queria pressa. E pior, não levando em conta sugestões de vários munícipes que há quase dois anos atrás participaram de uma audiência pública. Fiz as contas e se não houvesse a isenção da taxa de lixo a milhares de pessoas que também o produzem, ninguém precisaria pagar mais de duzentos reais a título de lixo doméstico, varrição e capina. Isto porque outros resíduos de grandes empresas não entram na conta de lixo doméstico. Mesmo o lixo comercial, não é tão problemático, porque a maioria das lojas já o destina aos catadores, que recolhem algo em torno de 6 toneladas/dia. A compostagem retira algo em torno de outras 6 toneladas/dia das ruas. E tudo isso ainda poderia ser melhorado se houvesse boa vontade da Prefeitura. Acredito em bom senso do Executivo e de sua equipe.

     Parece que a reação inicial de boa parcela dos contribuintes não foi entendida pela Prefeitura, mas já se vislumbra uma luz no fim do túnel para o ano de 2011. De minha parte estou à disposição para implementar as práticas de redução de resíduos na fonte, de forma educativa, como sempre fiz e cujos resultados são palpáveis. A tal ponto que pessoas de outras cidades vem aqui buscar subsídios.

Foto: Pessoas de várias cidades e de outros países visitam o sistema de compostagem de resíduos sólidos orgânicos. Na foto, Jones Dalmagro Pinto,primeiro à esquerda, assessora um grupo de visitantes no projeto implantado por Darci Bergmann.

15 de março de 2010

DECISÃO INTELIGENTE




Cigarro na mão, poluída

E qual chaminé ambulante,

Vai  inveterada fumante

Destilando a nicotina.

Cheiram boca e narina,

Não percebe a madame

Que esse vício infame

Tira a graça feminina



Os machistas que se cuidem

Eis aí a conseqüência

Fumar traz impotência,

Até o câncer no pulmão.

Prejudica o coração.

De quem será a vantagem

Com essa picaretagem

Contra a saúde da nação?



Haverá algo em comum,

Entre fábrica e poder

Que não se atreve a deter

Do cigarro a fumaceira?

Respiro ar e não sujeira

E peço com sinceridade

Senhores e autoridades

Ponham fim à bandalheira


A propaganda enganosa

Está no ar, está na rua.

O governo está na sua.

O fumo gera tributo

Produto nacional bruto

Que mata patrão e operário

Enche os cofres do erário

Oigalê capital corrupto



Do plantio até o consumo

Tabaco é bom negócio

Quem fabrica está no ócio

O viciado é o perdedor

São despesas com o doutor

Com hospital e o ataúde

E por queimar sua saúde

Fumante é trouxa, sim senhor.



Fumar é igual à desgraça,

Se as contas forem feitas

Existem muitas receitas

Pra se largar esse vício.

O importante nesse ofício,

Palavra de um ex-viciado,

É ser forte, determinado.

Cigarro? Nunca mais patrício!

Autor: Darci Bergmann, abril de 1991.
Obs.: Esse poema foi utilizado em várias campanhas contra o tabagismo, publicado pela primeira vez em 1992.

11 de março de 2010

RECICLANDO

Por Darci Bergmann



Tenho visto com freqüência

Pessoas sem educação.

Gente fina na aparência,

Jogando lixo no chão.

Bugigangas que atiradas

Por quem viaja ou caminha,.

Entopem bueiros de estradas

Até a paisagem definha.



Nas cidades ou no campo,

Pescando lá no regato,

Há quem suje o verde manto,

Vira lixo o que era mato.

São papéis, vidros e latas

Agredindo a natureza,

É um festival de sucatas

Onde antes era beleza.



A Terra merece carinho

Resíduo é bom reciclar

Aqui e ali no baldinho

Pra cada coisa um lugar

O lixo é matéria prima,

Prá muitos o ganha-pão.

Gera renda e auto-estima.

Reciclagem é solução.


Obs.: O poema foi Composto, por mim, em 2003 e foi publicado num folder da Prefeitura Municipal de São Borja. Em 2004 foi plagiado num livro da Cia. Stravaganza de Eventos, onde apareceu com o título Meio Ambiente.

2 de março de 2010

LIXO E MARACUTAIAS


Por Darci Bergmann.



Em 31/12/1997 foi promulgada a Lei Complementar Nº014/97 que instituiu a cobrança da taxa de lixo em função da testada do terreno. A base de cálculo era a mesma para residência, indústria, comércio e outros, não importando a quantidade de resíduos coletados. Agora em 2010, com base na Lei Complementar 44/2009, a Prefeitura de São Borja aumentou abusivamente os valores da taxa de lixo, em alguns casos em mais de 500% sobre o que já era um abuso. O fator de cálculo agora leva em conta a área construída. Ora, um puxado, uma garagem, um telheiro gera mais lixo? Casas grandes, antigas, herdadas no centro da cidade, muitas vezes abrigam casais idosos, aposentados que geram muito pouco lixo. Também empresas que tem galpões para guarda de materiais agora são infernizadas com valores absurdos da taxa de lixo. Essa legislação atenta contra o modo de vida ecologicamente sustentável. Ela não estimula a redução, reutilização ou reciclagem dos resíduos. As pessoas deveriam ser estimuladas a arborizarem os seus terrenos, fazerem pomares e hortas ou ajardiná-los e nesse processo utilizarem o adubo orgânico proveniente dos restos de cozinha e dos pátios. Isso melhora as condições ambientais para todos e reduz a quantidade de lixo. As plantas retêm o carbono, diminuem o calor e aumentam a recarga dos mananciais de águas. Muitas pessoas já fazem isso. E os catadores também atuam no processo, recolhendo boa parte do lixo seco. Mas, ao invés de estímulo, impõe-se às pessoas cobrança da taxa de lixo abusiva. Essa taxa é um estelionato ambiental e uma extorsão tributária, com todo o respeito a quem pensa de outra forma.

Alegam os burocratas dificuldades para medir as quantidades de lixo por domicílio. É possível estabelecer uma média, próxima do real, fazendo-se, por exemplo, o cálculo por habitante. Uma família pobre e uma de classe média produzem quantidades muito parecidas de lixo. Pode-se, até levar em conta o padrão sócio-econômico do morador, monitorando, por amostragem, o lixo em zonas específicas. Repito, MONITORANDO a quantidade de lixo e não chutando por área construída, o que é uma tremenda safadeza. As distorções são gritantes. Em casos especiais, a fonte produtora dos resíduos é responsável pelo seu destino. É o caso do lixo hospitalar. Nem todos os geradores de resíduos especiais cumprem a legislação começando pela Prefeitura.

Fazendo um paralelo com o consumo de água, em alguns condomínios a taxa é cobrada sobre o consumo total dividido pelo número de moradias. Isto tem provocado consumo excessivo, pois sempre há quem esbanje o precioso líquido. Quem consome água moderadamente paga por aquele que a esbanja. Esse sistema está sendo substituído nesses condomínios, pois não é justo cobrar taxas iguais para consumos diferentes. Não seria assim com a taxa de lixo? Seria, mas com base na quantidade efetivamente produzida e não sobre a metragem da área construída. Se a incompetência e a demagogia eleitoreira de isentar as classes menos favorecidas não permitir outros parâmetros, então que se faça a divisão do custo pelo número de domicílios e tem-se uma média pelo menos mais próxima do real. Com taxa baixa, os contribuintes pagam e a Prefeitura arrecada sem distorções muito grandes. Houve época em que, num universo de quinze mil contribuintes, em São Borja, em torno de dez mil eram inadimplentes Em Santo Ângelo-RS, a taxa de lixo para o ano de 2010, foi fixada em R$67,05 Noticia-se que na cidade de São Paulo a taxa de lixo foi abolida porque os cidadãos já pagam o IPTU.

Outra aberração é a cobrança casada do IPTU com a Taxa de Lixo. O IPTU tem natureza diferente da taxa de lixo. A cobrança casada não dá a opção de pagamento só do imposto. Assim, muitos que poderiam pagar o IPTU ficam inadimplentes, inscritos no CDA - Cadastro de Dívida Ativa. Perde o Município e perde o cidadão com abalo de crédito, infernizando-lhe a vida. Que Deus nos proteja das maracutaias!



Fotos: Darci Bergmann
Caixas de compostagem: uma das soluções simples para redução do volume de lixo

25 de fevereiro de 2010

A RESSONÂNCIA SCHUMANN


Por Leonardo Boff - Teólogo

Não apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou possui base real? Pela “ressonância Schumann” se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz. Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta frequência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um “simulador Schumann” recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa frequência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido a aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos exotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores como a irrupção da quarta dimensão pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o bioritmo da Terra.

Não pretendo reforçar este tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuimos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem stress, com mais serenidade, com mais amor que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela pela paz.

Foto: Darci Bergmann

24 de fevereiro de 2010

FUMO E MEIO AMBIENTE

                                                                            

Por Darci Bergmann


Desnecessário dizer que fumar prejudica a saúde. Até os fumantes sabem dos riscos que correm. O difícil, ao que parece, é conscientizá-los de que o tabagismo afeta a saúde de quem não fuma quando exposto à fumaça tóxica. O mesmo tabagismo é causa de grandes prejuízos ao meio ambiente.
       A poluição já inicia no plantio do fumo. Nessa cultura são utilizados agrotóxicos entre eles herbicidas e inseticidas. Parte desses agrotóxicos atinge os cursos de água e parte se infiltra nas camadas mais profundas do solo. O fumo, depois de colhido, é armazenado em grandes depósitos. Ali ele está sujeito ao ataque de pragas como traças, gorgulhos e outras. Então recebe nova carga de pesticidas. Antes de chegar ao consumidor o cigarro ou seu similar já causou prejuízos à Natureza.
      Além da poluição do ar pela combustão de cigarros e assemelhados, ocorrem queimadas nos campos e matas com grandes prejuízos à biota e ao patrimônio. Somam-se a isso os incêndios em moradias e prédios em geral. As estatísticas revelam que o cigarro está entre os maiores causadores de incêndios. Assim, o simples hábito de fumar desencadeia uma gama de conseqüências que atinge o Planeta como um todo.
       O fumante é vítima e causa de outras vítimas na ciranda perniciosa do tabagismo. Ele é um consumidor cativo que sacrifica a sua saúde para sustentar a cadeia produtiva do tabaco e os impostos do Estado. O fumante é o hospedeiro de parasitas de toda a ordem que lhe sugam a saúde e o dinheiro às vezes minguado. Do seu consumo dependem milhares de produtores, trabalhadores em fábricas de cigarro e os lucros polpudos de empresários do setor. Do seu consumo resultam impactos ambientais como contaminação do ar, do solo, incêndios e gastos na área da saúde, solapando os recursos dos tributos arrecadados.
       Um amigo meu, que se livrou do tabagismo, disse: eu, enquanto fumante, era um tolo que sentia prazer em ser parasitado e ainda pagava por isso. Não é por outra razão que uma empresa fabricante de cigarros chegou a divulgar uma frase até cínica: obrigado por fumar. Em outras palavras seria dizer: obrigado, seu tolo, o seu vício é o meu lucro e a sua saúde não me interessa.
        Outros que eram fumantes, tiveram ou ainda têm problemas de saúde que poderiam ter sido evitados. Eu próprio tive experiência amarga com tabagismo. Meus pais eram fumantes. Contraíram doenças ligadas ao tabagismo: ele com enfisema pulmonar, ela com problemas cardíacos. Eu também por algumas vezes dava minhas pitadas. Depois eu percebi a minha tolice. Parei quando constataram que meu pai, aos 52 anos, já tinha sinais de enfisema pulmonar. A partir daí tornei-me um antitabagista. Por isso, caro leitor, se você fuma, tome uma decisão inteligente: pare de fumar. Sua saúde e o Planeta lhe agradecerão.

Foto: Darci Bergmann

23 de fevereiro de 2010

A CRUZADA PARA NEGAR O AQUECIMENTO GLOBAL

Opinião / Artigos

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 22/02/2010 - Autor: Ladislau Dowbor * - Fonte: Envolverde


Não há dúvidas sobre o aquecimento global, nem sobre o peso das atividades humanas na sua geração. No entanto, depois de dois anos de uma gigantesca campanha de mídia, envolvendo também a criação de ONGs fajutas e de movimentos aparentemente “grass-root”, portanto “espontâneas e comunitárias”, e sobre tudo listagens de cientístas “céticos” visando dar impressão de “quantidade”, temos resultados, e para os grupos do petróleo, do carvão e semelhantes, terá valido a pena. Segundo a revista britânica The Economist, a proporção de americanos que achavam existir evidências sólidas de aumento das temperaturas globais caiu de 71% em abril de 2008 para 57% em outubro de 2009 (Carta Capital, 16/12/2009, página 48).

O estudo de James Hoggan (Climate cover-up: The cruzade to deny global warming) não é sobre o clima, mas sobre comunicação, e consiste essencialmente em mapear como a campanha foi montada e como hoje funciona. A articulação é poderosa, envolvendo instituições conservadoras como o George C. Marshall Institute, o American Enterprise Institute (AEI), o Information Council for Environment (ICE), o Fraser Institute, o Competitive Enterprise Institute (CEI), o Heartland Institute, e evidentemente o American Petroleum Institute (API) e o American Coalition for Clean Coal Electricity (ACCCE), além do Hawthorne Group e tantos outros. Sempre petróleo, carvão, produtores de carros, muitos republicanos e a direita religiosa.

Os grandes grupos corporativos aparecem mais discretamente, com exceção da ExxonMobil que inundou com dinheiro o mercado de consultoria e de comunicação. Este “inundou”, naturalmente, é um conceito relativo: são centenas de milhões de dólares, mas New Scientist lembra que “as empresas de petróleo têm vastos lucros. Só a ExxonMobil lucrou US$ 45 bilhões em 2008. Em um mundo sano, certamente encontraríamos uma maneira de desviar um pouco deste dinheiro para resolver os problemas que o próprio petróleo está gerando. A questão é: estamos vivendo num mundo sano?” (NS, 5/12/2010, p. 5) Não custa lembrar que estas empresas não “produzem” petróleo, e sim extraem e comercializam um bem herdado da natureza que está acabando.

Em termos de personagens, encontraremos os das causas conservadoras e muitos personagens “flexíveis”, como Frank Luntz, Christopher Walker, Fred Singer, Patrick Michaels, Arthur Robinson, Steven Milloy, Benny Peiser e numerosos outros, além da eterna estrela do “contra”, o dinamarquês Lomborg, que graças à sua disponibilidade anti-clima ganha financiamentos para incessantes palestras.

Profissionais das relações públicas (sim, o nome é este) estão sempre presentes. Hoggan, o autor deste estudo, é um profissional de relações públicas e conhece profundamente como funciona a indústria da construção e da destruição das reputações de pessoas ou de causas. Isso o levou a fazer o presente levantamento detalhado de como se estrutura, com o impressionante poder das tecnologias modernas de comunicação, a manipulação da opinião pública. Independentemente da causa, no caso o drama do aquecimento global, o que é muito interessante no livro é entender esta indústria da desinformação.

Naomi Oreskes organizou uma meta-pesquisa, com o buscador “mudança climática global”, e limitada a artigos revistos por pares (peer review). Encontrou 928 artigos, nenhum colocando dúvidas sobre a realidade do processo climático. Nos jornais, no entanto, comentando a pesquisa, 53% dos artigos, buscaram ouvir “os dois lados”, e colocaram de maneira equilibrada opiniões de contestadores. Zero porcento de artigos científicos contestadores sobre o processo climático em si, mas nos jornais aparecia como “um tema em discussão”. O que era o objetivo. O tema está em discussão, afirmam gravemente os grandes grupos geradores do aquecimento (não diretamente, sempre por meio de listas de livre inscrição), portanto o assunto “é controverso”. Os “céticos” passam a se apresentar não como contestadores do fenômeno, mas como os que têm uma visão equilibrada, sem extremismos, portanto acreditam que talvez haja um problema, mas temos de ser ponderados, e adiar decisões.

No caso de Naomi Oreskes, é curioso, pois um Dr. Benny Peiser, professor de educação física (esporte mesmo, não física), realizou uma pesquisa sobre “mudança climática” (e não “mudança climática global”) e apresentou uma lista não de 928 artigos, mas de mais de 12 mil. Portanto, os 928 representariam apenas uma pequena parcela das opiniões. Os jornais, devidamente estimulados (a Fox em particular, naturalmente), fizeram alarde. Faltava demonstrar que os 12 mil tinham opinião contrária. Pressionado por revistas científicas que se recusavam a publicar o seu artigo, Peiser conseguiu localizar 34 artigos “que rejeitam ou duvidam da visão de que as atividades humanas são a principal causa do aquecimento observado nos últimos 50 anos”. Pressionado ainda para mostrar os artigos e os argumentos científicos em artigos “peer reviewed”, Peiser finalmente chegou a um artigo científico de contestação. Não era revisto por pares, e foi publicado na American Association of Petroleum Geologists. (102).

Tudo isto, evidentemente, amplamente divulgado, em particular por redes de institutos empresariais conservadores, utilizando em parte os mesmos grupos de relações públicas utilizados nas campanhas de caça-voto dos republicanos, e apoiados nas tecnologias de ampla divulgação como youtube. O resultado de tudo? Frente a tanta celeuma, os grupos interessados puderam passar a dar entrevistas “equilibradas”, pois estaria claro que “há controvérsias”. Que era o único objetivo da campanha. Não de negar o inegável, mas de dar a entender que as pessoas comedidas, equilibradas, não vão fazer nada, e muito menos pressionar os agentes do aquecimento global.

O livro é muito instrutivo para quem lida com comunicação, com teoria dos lobbies, com manipulação política. O próprio Hoggan menciona como é cansativo, a cada vez que aparece um cientista de peso mencionado no grupo “cético”, fazer circular a carta de denegação do cientista, ou destrinchar uma lista de milhares de “opositores” para ver se há no meio alguém que realmente tenha feito alguma pesquisa sobre a única coisa finalmente relevante, que não é a “opinião”, e sim dados científicos novos que provem algo diferente. E depois tentar fazer circular a informação de que a “notícia” afinal não era notícia, isto numa mídia onde as corporações financiam a publicidade.

Uma pérola entre os argumentos e uma das mais utilizadas: “Como os cientistas dizem que podem prever o clima dentro de 50 anos se não são capazes de prever a chuva de amanhã”. Como se meteorologia e estudos climáticos fossem da mesma área. Um britânico pode não saber se vai nevar amanhã, mas sabe perfeitamente prever que vai chegar o inverno e o frio correspondente, e não hesita em comprar um casaco. Mas o argumento pega e se apoia numa fragilidade que é de todos nós: se nos dão um argumento que confirma a opinião que já estávamos propensos a ter, qualquer estribo vale.

O estudo bem poderia ser traduzido e utilizado para os nossos próprios problemas, como por exemplo o peso da bancada ruralista na opinião pública, ou as campanhas orquestradas pela Febraban, ou ainda a campanha contra a proibição de armas de fogo individuais, estribadas no “direito de se defender” e até na “liberdade”. Nos Estados Unidos, temos precedentes interessantes e igualmente desastrosos tanto no caso das armas, como na batalha das grandes empresas de saúde privada aliadas com o “Big Pharma” para tentar travar o direito de acesso a serviços de saúde, sem falar das gigantescas campanhas das empresas de cigarros.

O último livro de Robert Reich, aliás, Supercapitalim, também trata desta apropriação dos processos políticos pelas corporações. O filme O Informante mostra como isto se deu com a indústria do cigarro, enquanto The Corporation explicita o mecanismo de maneira ampla. Marcia Angell fez um excelente estudo dos procedimentos equivalentes na indústria farmacêutica (em português, A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos). A própria desinformação se transformou numa indústria. É a indústria da opinião pública.

No caso da mudança climática, como qualificar a dimensão ética do que constitui uma clara compra de opiniões? Ou os ataques impressionantes das empresas de advocacia das corporações, que processam qualquer pessoa que ouse sugerir que uma opinião poderia envolver não a verdade mas interesses corporativos? O liberalismo tem uma concepção curiosa da liberdade.



*Ladislau Dowbor, é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo e da UMESP, e consultor de diversas agências das Nações Unidas. É autor de “Democracia Econômica”, “A Reprodução Social”, “O Mosaico Partido”, pela editora Vozes, além de “O que Acontece com o Trabalho?” (Ed. Senac) e co-organizador da coletânea “Economia Social no Brasil“ (ed. Senac) Seus numerosos trabalhos sobre planejamento econômico e social estão disponíveis no site http://dowbor.org

A NATUREZA NÃO VOTA, MAS COBRA

                                                        
                                                                    Por Darci Bergmann
As mudanças climáticas e suas consequências estão por toda a parte. Nós humanos precisamos mudar conceitos e atitudes, sob pena de flagelos ainda maiores. A ocupação dos espaços urbanos e rurais é caótica. As chamadas áreas de preservação permanente e de reserva legal desempenham importante papel na infiltração da água através do perfil do solo, promovendo a recarga dos aquíferos. Também auxiliam na conservação do solo, evitando o assoreamento dos rios. As matas e demais formas de vegetação nativa, ao longo dos cursos de água e nas encostas, se preservadas, com certeza, atenuam os efeitos das enxurradas. É engano supor que a preservação dessas áreas causa perdas à agricultura. As perdas são maiores devido aos desastres ambientais, como as enchentes de agora, aguçadas pela atividade humana imediatista. Também, por ora, não faltam terras para a produção de alimentos. Na verdade boa parte das áreas agrícolas é ocupada para a produção de produtos supérfluos, não alimentícios, caso do tabaco. No que se refere à parte de sustentabilidade financeira das áreas preservadas, é possível criar um fundo ambiental, remunerando os proprietários pelos serviços ambientais. A sociedade como um todo será beneficiada e, portanto, ela deverá auxiliar na manutenção desse fundo. No momento em que se fala na reformulação do Código Florestal, a sociedade e os políticos devem refletir com seriedade sobre este tema.

Como é sabido, alguns candidatos não medem esforços para apresentar propostas demagógicas. Essas incluem a concessão de facilidades a quem deliberadamente degrada o meio ambiente. Tudo isso na ânsia de atrair eleitores. Promessas eleitoreiras que criam vínculos e que elegem deputados e senadores e governantes. Claro, é fácil corromper a questão ambiental, prometendo a ocupação de áreas e a distribuição irresponsável de terras públicas ou até impedindo a criação de unidades de conservação. Sempre o pretexto é o mesmo: que o mundo precisa de alimentos e o argumento de fundo social de gerar empregos. A natureza não vota, mas pode decidir o futuro da humanidade. Quando a natureza se manifesta pelos desajustes do clima e pelas mazelas das ocupações de áreas impróprias que os próprios demagogos estimularam, esses mesmos cobram do Estado a destinação de recursos e socorro rápido às vítimas.

Não sou contra o socorro às vítimas. Até porque a natureza tem o seu lado imprevisível. Mas sou muito mais a favor de evitar o quanto possível as consequências desastrosas das mudanças climáticas. E isso inclui ações preventivas focadas em leis sérias, criadas com responsabilidade que deve transcender aos interesses eleitoreiros e imediatistas. A reforma das leis ambientais deve levar em conta esses aspectos.

Também é preciso que as leis sejam realmente cumpridas, mesmo antes da ocorrência de tragédias. Multas sobre fatos ocorridos não recuperam os danos, nem com as medidas compensatórias. De positivo servem para inibir outras ações. O cumprimento das leis ambientais que podem prevenir certas tragédias está muito ligado ao licenciamento de algumas atividades. E aí existem falhas que oportunamente serão analisadas.

Apesar do desgaste perante a opinião pública, ainda existem políticos sérios. Não arrisco um percentual. Mas um voto consciente de cada eleitor pode ajudar a eleger ou até reeleger aqueles que, de fato, se preocupam com as questões ambientais.

Foto: Ligia Fagundes Riesgo
Local: Gramado-RS, Brasil, ano 2009